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Conselho de Ética abre processos contra 67 deputados sanguessugas

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Data de Publicação: 23 de agosto de 2006
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O Conselho de Ética instalou 67 processos de cassação contra os deputados acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias. O Conselho se reunirá nos dias 4 e 5 de setembro, quando serão sorteados os relatores de todos os processos.

Segundo o presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), serão sorteados inicialmente 28 processos. O Conselho tem 30 membros, mas nem o presidente nem o corregedor da Câmara podem ser relatores, ou seja, só 28 podem relatar os processos.

Por conta da quantidade de processos, Izar disse que os deputados mais antigos devem ficar com a relatoria de mais de um caso.

Ele afirmou que todos os 67 parlamentares serão notificados até o final da próxima semana sobre a abertura do processo no Conselho de Ética. Os que não forem notificados pessoalmente, vão receber telegramas. Em último caso, a notificação será feita por meio de aviso aos funcionários dos gabinetes dos deputados.

Renúncias – Marcelino Fraga (PMDB-ES) renunciou na segunda-feira, 21, ao mandato parlamentar para evitar o processo de cassação por suspeita de envolvimento com máfia dos sanguessugas. O deputado teria recebido R$ 35 mil do esquema. Seu assessor teria recebido mais R$ 10 mil, conforme depoimento de Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam – empresa acusada de liderar o esquema. Além dele, o deputado Coriolano Sales (PFL-BA) também abriu mão do mandato na semana passada. Com isso, dois dos 69 deputados apontados pela CPI dos Sanguessugas como suspeitos de envolvimento com a máfia renunciaram ao mandato para evitar um processo de cassação no Conselho de Ética.

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