O suplente do ex-deputado Coriolano Sales (PFL-BA), que renunciou para evitar um processo no Conselho de Ética, assumiu ontem, 21, o mandato diante de um plenário vazio. Roland Lavigne (PSDB-BA) tomou posse tendo como testemunhas apenas três deputados, entre eles Carlos Nader (PL-RJ), acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.
Funcionários da Câmara ainda tentaram aumentar o quórum da sessão, mas apenas três deputados foram localizados, além de Nader, Paes Landim (PTB-PI) e Dr. Heleno (PSC-RJ).
Como todos estavam na mesa, não tinha ninguém sentado nas cadeiras do plenário para acompanhar o juramento de Lavigne. Além do constrangimento de assumir o mandato com um plenário vazio e ao lado de um parlamentar acusado de envolvimento com o escândalo dos sanguessugas, Lavigne ainda teve a sessão presidida pelo deputado Dr. Heleno. No final de semana, seguranças do deputado fluminense foram acusados de agredir um popular que chamou o deputado de "sanguessuga". O deputado Roland Lavigne disse que não se incomodou com a ausência de quórum e com as companhias. "Acho que a reforma política vai corrigir isso", arriscou. O próprio deputado foi acusado pela Funai em 1994 de fazer laqueadura em índias em troca de votos.