O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), prometeu decidir até hoje, 22, se vai instaurar processos de cassação contra os três senadores acusados de envolvimento na máfia dos sanguessugas: Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). O prazo para a entrega de defesa dos senadores ao Conselho de Ética do Senado terminou ontem.
Os senadores Magno Malta e Serys Slhessarenko já encaminharam defesa ao Conselho. O senador João Alberto prometeu esperar até as 18h de ontem pela apresentação da defesa do senador Ney Suassuna.
João Alberto convocou reunião do Conselho de Ética para amanhã, 23, às 10h, quando vai anunciar oficialmente aos membros do órgão a tramitação dos processos de cassação - se ele decidir pela instauração do três.
João Alberto disse que já fez várias consultas a membros do conselho para atuarem como relatores dos processos. O senador não revelou, no entanto, quem pretende nomear para estudar cada um dos casos. João Alberto disse apenas que vai escolher parlamentares de partidos diferentes dos três senadores acusados.
Além da perda do mandato, o Conselho de Ética do Senado prevê outras três medidas disciplinares que podem ser aplicadas a senadores acusados de quebra do decoro parlamentar: advertência, censura e perda temporária do mandato.
No relatório parcial aprovado pela CPI dos Sanguessugas, os três senadores foram citados por suposto envolvimento no esquema de fraudes que usou recursos federais para a compra de ambulâncias superfaturadas.