O censor do Amapá
Sob o título “Sarney consegue tirar reportagens do ar no AP - Quatro meios de comunicação já foram afetados”, a Folha de São Paulo publicou a seguinte matéria:
“Um mês e meio após o início da campanha eleitoral, a coligação União pelo Amapá, encabeçada pelo senador José Sarney (PMDB), candidato à reeleição, já conseguiu que quatro meios de comunicação do Estado saíssem do ar ou tivessem reportagens retiradas das páginas da internet.
“Outros dois meios foram notificados pelo TRE por publicar charges com referências ao senador. Os alvos foram uma rádio e cinco sites - três blogs, um jornal eletrônico e uma agência de notícias.
“O jornal “Folha do Amapá” já teve três manchetes e um editorial suspensos por determinação do TRE. A Rádio Equatorial FM já ficou fora do ar três vezes, todas por 48 horas.
“Para o jornalista Humberto Moreira, âncora do programa Revista Matinal e alvo da representação, “a Justiça acata tudo [a favor de Sarney]”. As liminares têm como justificativa, entre outras, “propaganda eleitoral negativa” e “dano à imagem e à honra do candidato”.
“A imprensa local acusa “censura”. A assessoria de Sarney disse que ele “não irá tomar parte de algo que é próprio da campanha”. Para o presidente do TRE-AP, Honildo Amaral de Mello Castro, “o tribunal tem julgado caso a caso, sem coloração político-partidária”. (TR)
Repercussão
Repercutiu na Folha de São Paulo, coluna de Mônica Bérgamo, a matéria do JP sobre a falsidade ideológica na pesquisa do Ibope:
“Dúvida - No Maranhão, os candidatos que se opõem a Roseana Sarney pretendem questionar o Ibope na Justiça Eleitoral. Dizem que 26% dos maranhenses têm curso médio ou superior.
“E que na pesquisa do Ibope, que dá Roseana com 63%, foram entrevistados 42% de pessoas com curso médio e superior”.
E as cartilhas?
A assessoria de campanha da candidata do PFL, Roseana Sarney, teima em dizer que ela não cometeu crime algum, ao distribuir cartilhas do Estatuto do Idoso, na praia de São Marcos.
Se isso fosse verdadeiro, por que a senadora moveria mundos e fundos para forçar o tucano Aderson Lago a retirar a sua representação no TRE-MA contra a utilização dos tais livretos como material de propaganda?
A pressão foi tanta, que o próprio Alckmin desistiu de visitar Imperatriz.
Duas versões (1)
O jornalista Cláudio Humberto publicou, domingo, que o senador José Sarney foi quem obrigou João Alberto a recuar da intenção de livrar a cara dos senadores sanguessugas.
E que após o “Jornal Nacional” de quarta-feira (16), Sarney telefonou ao vice de Roseana Sarney, e explodiu de irritação: “Você é louco! Vai derrotar Roseana! Trate de mudar de opinião, rapidamente”.
Essa é uma versão nova do episódio.
Duas versões (2)
Fica claro que se trata de uma nota ‘plantada’pelo próprio Sarney, provavelmente através do seu eterno assessor de imprensa Fernando César Mesquita. O recuo foi dos dois.
Na verdade, Sarney não teria dado ‘pito’ algum em João Alberto. Pois seria dele, afinal, a idéia de proteger os senadores sanguessugas, especialmente Ney Suassuna...
Aquele que, nem sabendo onde fica o Maranhão, apresentou emendas para retardar a aprovação do empréstimo do Bando Mundial para o Prodim, o projeto de combate pobreza rural maranhense
Boa avaliação
Ontem, durante solenidade de sanção da lei que estabelece parcerias do Estado com escolas comunitárias, o secretário Lourenço Vieira da Silva ressaltou que uma das maiores conquistas do governo José Reinaldo foi qualificar o processo de ensino-aprendizagem.
Lourenço mostrou que houve aumento do número de alunos do Ensino Médio que passaram no vestibular e que obtiveram boa avaliação no Enem, ficando entre os melhores do Brasil.
E citou o “Prova Brasil”, onde as escolas de ensino fundamental mantidas pelo Estado obtiveram média superior à nacional em Matemática, superando estados como São Paulo.
Dívida lamentável
Já o governador José Reinaldo Tavares lamentou que o Estado esteja pagando R$ 600 milhões de dívida por ano, quando poderia estar aproveitando esse valor para fazer investimentos.
A dívida total [R$ 6 bilhões] obriga ao pagamento de parcelas mensais de R$ 50 milhões, contraída por governos passados, mas cerca de dois terços só na gestão da ex-governadora Roseana Sarney.
Empréstimos esses que não se revestiram em benefícios para o povo maranhense
Quem paga?
Pelo menos um deles – feito pelo governo passado - a população maranhense terá que passar 30 anos pagando. Ele se referiu ao processo de privatização do Banco do Estado do Maranhão (BEM), que durante o governo Roseana Sarney consumiu R$ 320 milhões de empréstimo externo para saneá-lo, sendo repassado por R$ 72 milhões.
“Quem vive aqui é quem paga essa conta. Os que nasceram e os que ainda vão nascer”, constatou.
Pobreza política
“O Maranhão é pobre é de políticos, pois de gente boa ele é muito rico”, disse, ainda, o governador José Reinaldo, na solenidade dedicada à educação, para delírio dos presentes.
Lembrou que o Maranhão hoje tem Ensino Médio nos 217 municípios, ao contrário do quadro que encontrou em 2002, quando apenas 58 municípios ofereciam o curso.
E apelou para que lideranças, professores e estudantes não permitam mais que projetos como o Telensino, por exemplo, voltem a atrapalhar o processo de ensino-aprendizagem.
MIUDINHAS
O Poder Executivo encaminhará projeto de Lei à Assembléia Legislativa estabelecendo, como estímulo, gratificação aos diretores de escolas que atingirem nota acima do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
A novidade foi dada em primeira mão ontem pelo secretário de Educação, Lourenço Vieira da Silva, que exaltou os bons resultados colhidos pelos estudantes do Maranhão no último Enem.
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e Administrativa no Maranhão, que reúne aproximadamente 60 instituições de todo o Estado, recebeu, ontem, novas adesões de representantes da sociedade civil.
Jackson Lago concede entrevista coletiva à imprensa, às 9 horas de hoje, no comitê de campanha, no Turu.