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PolíticaConselho de Ética vai abrir processos contra senadores, os três sanguessugas

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22 de agosto de 2006
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Brasília – O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), desistiu de arquivar os processos de cassação contra os três senadores acusados de envolvimento na máfia das ambulâncias. João Alberto já escolheu o senador Demóstenes Torres (PFL-GO), vice-presidente do Conselho, para relatar um dos processos, ainda não definido pelo presidente do órgão. Os demais relatores serão escolhidos até hoje por João Alberto.

O senador Demóstenes Torres promete pressa nas investigações, assim como o presidente do Conselho. “Quero a quebra de sigilo dos senadores, e também quero ouvir novamente o Luiz Antonio Vedoin”, disse.

João Alberto afirmou que vai encerrar as investigações antes do primeiro turno das eleições, em 1º de outubro. ‘Temos que dar respostas à sociedade sobre essas denúncias. E essa resposta virá antes das eleições. O Senado nunca deu mau exemplo, e nós vamos apurar com rigor’, disse João Alberto.

Com a escolha dos relatores, termina o prazo para que os senadores possam renunciar os mandatos. Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) foram citados pelo empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da empresa Planam, como integrantes da máfia das ambulâncias. A CPI dos Sanguessugas pediu a cassação dos três senadores por quebra de decoro parlamentar.

João Alberto convocou reunião do Conselho para amanhã, quando vai apresentar formalmente os relatores dos processos. Ele já conversou com vários senadores para escolher os outros dois relatores, entre eles, Sibá Machado (PT-AC) e Romeu Tuma (PFL-SP).

Os três senadores acusados de participação no esquema de compra superfaturada de ambulâncias já encaminharam as defesas ao Conselho de Ética. O último a apresentar defesa foi o senador Ney Suassuna, que usou o prazo de três dias concedido pelo presidente do Conselho para elaborar defesa.

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