
As observações do ministro Elias Al-Murr foram vistos como um alerta às milícias do Hezbollah, embora ele tenha garantido que acredita que o grupo xiita libanês está comprometido em manter o cessar-fogo.
As palavras de Al-Murr vêm um dia depois que um ataque israelense ao sul do Líbano levantou ainda mais dúvidas sobre a solidez da trégua.
O ministro, no entanto, não voltou a tocar na possibilidade de suspender o envio de tropas libanesas ao sul do Líbano
Al-Murr afirmou que qualquer agressão que dê a Israel uma justificativa para romper a trégua será "tratado duramente".
"Tal ato será considerado colaboração com o inimigo israelense", disse Al-Murr, adicionando que os responsáveis serão "julgados por tribunais militares".
Segundo um correspondente da BBC em Beirute, Nick Childs, a entrevista coletiva de Al-Murr teve duas mensagens claras.
A primeira é relativa ao comprometimento do governo com o cessar-fogo, mesmo com a fragilidade deste; a segunda é que, apesar do ataque israelense, o governo libanês está cumprindo as responsabilidades assumidas no cessar-fogo.
"Vitória israelense" - Em Israel, o ministro da defesa Dan Halutz disse que o conflito com o Hezbollah se encerrou com uma vitória israelense.
"É definitivamente uma vitória. Talvez não seja um nocaute, mas em termos do que foi conseguido, é uma vitória", disse.
Neste domingo, uma reunião entre os ministros do exterior dos países árabes deve discutir detalhes da implemantação da resolução das Nações Unidas que determinou o cessar-fogo, além de assuntos como reconstrução do Líbano.
O ministro do exterior libanês, Fawzi Sallukh, disse que o país espera ajuda de outras nações árabes para a reconstrução.
A Síria não participará da reunião, depois que o presidente Bashir Al-Assad criticou duramente os países árabes por não ajudarem a derrotar Israel militarmente.
Liga Árabe - A Liga Árabe, que esteve reunida neste domingo no Cairo, se comprometeu a ajudar o Líbano financeiramente para a reconstrução causada pela guerra entre Israel e o Hezbollah.
Fontes diplomáticas no encontro disseram que os países que têm ligações próximas com os Estados Unidos estão preocupados com um possível fortalecimento dos militantes do Hezbollah e com um aumento da influência de Irã e Síria.
Representantes da Liga Árabe se reuniram neste domingo no Cairo para discutir a implementação da resolução 1701 da Organização das Nações Unidas (ONU).