Informe JPA voz trêmula na TV
Em seu pronunciamento à nação, às vésperas do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, chamou a atenção do eleitor para a importância do voto e o alertou sobre os cuidados para não se deixarem enganar na hora de escolher em quem votar. “Examine a história de cada um, veja o que já fizeram e o que deixaram de fazer”, recomendou.
Por esse critério, a candidata do PFL ao governo do Maranhão, senadora Roseana Sarney, já estaria reprovada. Durante os oito anos sob seu comando, o Maranhão viveu um dos períodos mais turbulentos de sua história, com denúncias de malversação de recursos, desmonte da estrutura administrativa, expansão do grau de miséria, fome, mendicância.
São com esses antecedentes que Roseana Sarney se apresenta agora ao eleitor. Como todo político espertalhão, a senadora tangencia a verdade dos fatos. Regateia, mente, dissimula. Diante dos microfones de rádio e das telas de TV, assume o papel de atriz fracassada. Desvia o olhar das câmeras, ensaia um sorriso amarelo, treme, gagueja. Diz que vai priorizar (sic) a agricultura! Logo o campo sobre o qual ela, governadora, passou como um rolo compressor.
A qualidade do solo maranhense e sua vocação para o cultivo agrícola são reconhecidas no Brasil inteiro. Ninguém tem dúvidas de que, pela via do campo, o Maranhão poderia se tornar um grande celeiro de grãos e um dos principais centros de abastecimento do país. O que fez Roseana Sarney? Reduziu a pó a estrutura de apoio à agricultura. Órgãos vitais como a Emater, a Emapa e a Codagro desapareceram do organograma do Estado. A Secretaria de Agricultura foi transformada em mero biombo da pasta comandada por seu marido.
Em conseqüência, a febre aftosa voltou a infestar o rebanho bovino; a produção de grãos despencou; aumentaram-se os conflitos pela posse da terra; cresceu a fome; caiu a qualidade de vida da população. Uma tragédia!
Com esforço e a atenção do governo José Reinaldo voltada para os problemas sociais, o Maranhão vai aos poucos dando sinais de recuperação. Igual doente terminal, que sai da condição de desenganado para um estágio de esperança contida.
E eis que nesse quadro de luz no fim do túnel a candidata do PFL reaparece como uma espécie de Sassá Mutema de saias! Diz que vai priorizar o campo, investir em saúde e educação; fortalecer a produção; tirar o Maranhão do atraso. Francamente. Há 40 anos os maranhenses engolem essa ‘lenga-lenga’. Está mais do que na hora de acordarem.Quem ainda se engana com a voz trêmula de Roseana Sarney? (Márcio Monteiro, mmonteiro2006@ig.com.br)
“Companheiros”
Sob o título “Companheiros”, Leandro Mazzini, no JB on line, aborda as relações políticas incestuosas de Lula com políticos que antes lhes condenava as práticas, como Jader Barbalho, Quércia e... Sarney. Tudo pelo poder. Veja o artigo:
“O compromisso com a ética, a bandeira de estréias do candidato à reeleição no primeiro dia do horário eleitoral gratuito nem sempre combina com a realidade. Obrigado a conquistar maioria no Congresso, atual ou futuros, o presidente Lula não se constrange em aparecer ladeado por políticos que combateu no passado e a quem acusou de ferir a moral e sangraros cofres públicos. Como o deputado federal Jáder Barbalho (PMDB-PA), a quem convidou para participar do conselho político da campanha.
“Jader figura em três processos sob sigilo no Supremo Tribunal Federal por improbidade administrativa, ao governar o Pará. Em julho, Lula o integrou às reuniões. Com o ex-presidente José Sarney e os ex-governadores Orestes Quércia (São Paulo) e Newton Cardoso (Minas Gerais), todos do PMDB, forma quadra de exemplos de que o PT se distancia cada vez mais dos compromissos do passado para se manter no poder.
“Os laços entre Lula e Jader são fortes. O deputado tem trânsito livre no Palácio da Alvorada – onde se definem os rumos da campanha – e negocia os palanques de Lula na Região Norte. Em 2001, o candidato do PT ao Planalto somou voz aos que pediam a renúncia de Jader, então presidente do Senado, envolvido em denúncias de desvios de verba na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia).
“Há cinco anos, Jader renunciou o mandato de senador durante a investigação sobre desvio de recursos do Banpará. Em 2002, foi preso pela Polícia Federal, como um dos suspeitos de irregularidades na Sudam. Conseguiu, apesar de tudo, eleger-se deputado. Em campanha pelo interior do Pará, Jader não foi encontrado para comentar a aliança com Lula.
“Da crítica ao elogio, o presidente Lula não se constrangeu em atravessar a ponte para estreitar mais ainda os laços com o senador José Sarney. Em l986, o líder do PT o definiu como “o maior grileiro do Maranhão”. Hoje, Sarney é um dos principais conselheiros de Lula no Planalto e na campanha. Sem ele, que atraiu parte do apoio da bancada do PMDB, o presidente não teria maioria no Congresso.
“Orestes Quércia figura na relação que comprova a fragilidade dos laços políticos no país. “Quércia representa essa porcaria que está aí”, acusou Lula num comício em l986, sobre a gestão do PMDB no governo paulista. Este ano, Quércia foi cortejado para fechar chapa com o PT na campanha de São Paulo. E recebido com pompa pelo presidente no Planalto. O acordo, contudo, não saiu”.
“Força Bruta”
Por falar em Cafeteira, ele, por economia, deboche ou não se sabe lá o que, continua colocando a mesma música do tempo de candidato a governador – contra Roseana Sarney Murad – e da última eleição, para senador, que fala de liberdade para vencer a “força bruta”.
Por ‘força bruta’, entendia-se, à época, a oligarquia Sarney, a quem Cafeteira não se cansava de malhar. Quem sabe, trate-se, ainda, de mais uma das piadas dele, Cafeteira...
Que, depois da ‘desistência’ da filha Janaína de concorrer a um mandato de deputado estadual, está com seu humor em crise...
Consenso
Líderes comunitários e de trabalhadores rurais de Anajatuba aplaudiram a forma como o governador José Reinaldo, sem usar o tom de discurso, explicou-lhes por que o Maranhão ainda é um dos estados mais atrasados do país.
O Chefe do Executivo disse que era sua obrigação informá-los de fatos que, ao longo do tempo, contribuíram para que o Estado esteja nessa situação. E de como determinações e boa vontade políticas são determinantes para a solução de muitos desses problemas.
A sinceridade do palestrante calou fundo na platéia, que interagiu com o governador, chegando até a completar frases e idéias colocadas.
As vereadoras Celeste Lima e Álida, além do líder político Eduardo Castelo Branco, deram um depoimento só:
- Nunca havia acontecido isso aqui em Anajatuba!
Feiras e mercados
O plenário da Câmara Municipal de São Luís realiza nesta segunda-feira (21), às 10h, um painel sobre a situação das “Feiras e Mercados da Capital”, proposto pelo vereador Gutemberg Araújo (PSDB).
Participarão como convidados o promotor de Justiça da Saúde, Herberth Costa Figueiredo; o promotor de Justiça do Consumidor, Carlos Augusto Oliveira; o presidente do Instituto Municipal de Produção e Renda (Impra), Eurico Mendes; o representante da Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado, José Celso Santana Costa, e a diretora da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio), Ivanilde Sampaio da Silva, que também é presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Feirantes de São Luís.
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