As equipes que trabalham na reforma e requalificação da praça D. Pedro II, que inclui a praça da Mãe d'Água Amazônica e os canteiros centrais da avenida Pedro II, no Centro Histórico de São Luís, encontraram uma série de materiais arqueológicos que remetem ao passado histórico da cidade. As obras estão sendo realizadas pela Prefeitura, por meio do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), em parceria com o Banco do Brasil.
Objetos históricos como, faiança (tipo de louça), metais (colher), pedaços de cerâmicas (certamente proveniente dos tupinambás) e pregos dos trilhos de bonde estavam soterrados na área que corresponde ao lugar onde a cidade nasceu. As escavações foram feitas por técnicos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e acompanhadas pelo arqueólogo do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Júlio Meirelles.
De acordo com o arqueólogo, esses materiais foram descobertos devido ao fato de o local ser uma área de aterro. "O material utilizado para o aterro trouxe junto o material arqueológico", completou. Outra explicação seria o fato de a área ter constituído habitação histórica e também ter servido para ocupações indígenas. "Existe a presença de terra preta no aterro. Isso intensifica as suspeitas de ocupações por índios naquele local", reiterou Meirelles.
O arqueólogo ressalta, ainda, que a área equivale de dois a três metros de aterro, aproximadamente, favorecendo o acúmulo desses materiais. "O aterro pode ter sido feito para o nivelamento da rua ou também para a edificação das linhas de bonde, que passavam no local", finalizou.