Por Aurélio Carvalho
PM ocupa o Barreto para conter tráfico e a violência
Pms foram agredidos e moto depredada após assalto no bairro
Trinta e cinco policiais militares, cinco viaturas, três motocicletas, dois microônibus e duas guarnições do Canil (policiamento com cães) foram deslocados em caráter de emergência para o Bairro do Barreto, após assalto a uma casa lotérica que resultou em dois Pms agredidos e uma viatura (moto do Esquadrão Águia) depredada, na tarde desta quinta-feira (17). Segundo o coronel Francisco Melo, comandante do Policiamento Metropolitano, os militares ficarão no local durante 30 dias, até às 22h, diariamente. Após esse horário, será a vez das viaturas fazerem rondas pelo bairro.
A medida começou a ser colocada em prática desde as 10h de ontem, 18. No mesmo dia, três suspeitos do assalto e das agressões foram presos. Ontem, mais sete suspeitos também foram detidos, entre eles, uma pessoa conhecida como Clésio, que estaria portando uma arma durante o assalto. O objetivo da operação da Polícia Militar é evitar que outros policiais sejam agredidos, acabar com os assaltos e coibir o tráfico de drogas que existe no bairro Barreto.
Ataque à guarnição motorizada – Na última quinta-feira, por volta das 17h, uma casa lotérica localizada em frente ao Detran foi assaltada. A polícia foi chamada às pressas e tinha como única pista o fato de que os assaltantes teriam fugido em uma moto de cor amarela. Ao chegar ao local, os soldados Alexandre e Silvestre teriam deixado a moto que ocupavam estacionada e saíram, a pé, atrás dos assaltantes. Quando voltaram, a moto havia sido apedrejada por alguns traficantes da área. Ao tentar procurar uma explicação para o que tinha acontecido, os policiais foram covardemente agredidos por vários elementos.
Pedido de reforço - Apesar de dispararem tiros para cima, a fim de dispersar os agressores, a violência continuou e o soldado Alexandre acabou tendo seu braço fraturado e seu companheiro Silvestre sofreu fraturas nas mãos. Diante da ameaça de tocarem fogo na moto dos policiais, os soldados saíram do local às pressas, para pedir ajuda ao Comando da Polícia Militar. Ao ser comunicado do fato, o coronel Francisco Melo, imediatamente, montou um esquema de segurança para o Barreto.
“O problema do bairro Barreto é que existe uma incidência muito grande de tráfico de drogas. Então, quem agrediu os policiais quer ver a polícia longe do bairro, pois só assim podem tirar proveito do tráfico. Mas nós vamos continuar fazendo nosso papel. Faremos um trabalho de repressão ao tráfico, de prevenção ao crime e vamos tentar convencer a comunidade de que a presença da polícia no bairro é necessária para a tranqüilidade dos moradores”, disse o coronel Francisco Melo.