O secretário-geral adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU), Mark Malloch Brown, lançou ontem, 18, um apelo urgente aos países europeus para que contribuam o mais rápido possível com tropas para integrar a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).
Enquanto isso, equipes de resgate e familiares de pessoas mortas enterram corpos no sul do Líbano - só no povoado de Qana foram resgatados 30 corpos. O conflito deixou US$ 3,6 bilhões de prejuízo no Líbano, segundo o governo.
Brown demonstrou preocupação com a ação da ONU no Líbano. "Os próximos dias vão ser muito delicados para nós se quisermos honrar nossa promessa de ter 3.500 homens no terreno dentro de dez dias", declarou à imprensa.
"O apelo que quero fazer hoje é que a Europa forneça tropas para esta primeira onda", acrescentou.
Cinco países [Alemanha, Bangladesh, França, Itália e Malásia] prometeram enviar imediatamente tropas para compor a força multinacional que dará apoio aos soldados libaneses que devem assumir o controle do sul do Líbano, a fim de impedir a retomada dos confrontos entre Israel e o grupo terrorista Hizbollah.
A ONU precisa de 3.500 soldados para iniciar a presença da força multinacional na região. Apesar das promessas, as ações de ajuda na área de segurança são lentas e tornam cada vez mais frágil o cessar-fogo iniciado na última segunda-feira, 14.
França - O Estado-Maior das forças armadas francesas informou ontem que a maior parte dos 200 militares franceses que reforçarão a Unifil partirá amanhã, 20, de Toulon (sul da França) com destino ao Líbano via Chipre.
Os soldados do 13º regimento de engenharia embarcarão no navio Le Foudre e estarão equipados com veículos blindados e com materiais específicos para trabalhos de engenharia,
segundo a mesma fonte.
Os soldados serão precedidos no sábado por "diversos especialistas e pela equipe de engenharia já embarcada no navio de projeção e de comando Mistral, no âmbito da força Baliste".