
Em sua entrevista à TV Mirante, o candidato tucano Aderson Lago, disse ontem que, se eleito, vai priorizar um programa de governo que tem, como diretrizes essenciais, saúde, educação, agricultura, turismo e segurança. Destacou, de modo especial, a área de produção, por entender que o Maranhão precisa gerar empregos, melhorar a qualidade de vida do seu povo e dar início a um ciclo de desenvolvimento sustentável.
Mas lembrou também a importância histórica do conhecimento. "Educação para mim é fundamental e os exemplos estão aí". Ele citou a Alemanha e o Japão do pós-guerra, a Irlanda do Norte e os tigres asiáticos que se desenvolveram tendo a educação como suporte fundamental. E disse acreditar que o saber é o modo mais seguro de libertar o cidadão de um ciclo de dominação política que, ao longo dos anos, tem causado dor e exclusão social aos maranhenses.
Boa parte da entrevista foi dedicada ao setor agrícola. Aderson lembrou o caso dos Estados Unidos, que tem 50% do seu PIB oriundo do campo.
Para o candidato do PSDB, a agricultura tem importância estratégica para o desenvolvimento do Estado. "Se houver investimento do Governo, assistência técnica, distribuição de sementes, financiamento, garantia do escoamento e da comercialização do produto o homem se fixa no campo e evita o inchaço da periferia das grandes cidades". Com isso, segundo ele, combate-se por tabela o problema da criminalidade, que tem uma vertente centrada nas favelas e palafitas.
Na área da saúde, Aderson disse que dará prioridade a ações preventivas, sem descuidar do aspecto curativo. Uma idéia é investir fortemente em saneamento básico. Ele lembrou o tempo em que foi presidente da Caema, quando houve uma nítida expansão nos serviços de água potável. Dois anos depois, segundo ele, um relatório da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, apontava forte redução da mortalidade infantil no Estado, à época em que ele dirigiu a companhia de água.
Por fim, o candidato tucano prometeu abrir o Estado para as empresas que desejarem explorar o setor turístico, especialmente no ramo ecológico. "O poder público só precisa criar as condições de infra-estrutura, oferecer incentivos e garantias". Ou seja, tratar o turismo como política pública, responsável pela ampliação do mercado de empregos e fonte de receita do Estado. "Além, é claro, de garantir qualidade de vida aos maranhenses", concluiu Aderson.