O candidato do PSDB ao governo do Maranhão, Aderson Lago, disse ontem que não se curvará às pressões que a Executiva Nacional do PFL vem fazendo sobre o presidenciável tucano Geraldo Alckmin para retirar o pedido de impugnação da candidatura da senadora Roseana Sarney, acusada por ele na Justiça Eleitoral de haver distribuído na praia de São Marcos, em São Luís, como material de propaganda eleitoral, cartilhas do Estatuto do Idoso, impressa este ano na gráfica do Senado e com sua foto oficial de campanha na capa. “A oligarquia está desesperada e por isso faz pressões contra mim”, afirmou Aderson.
De acordo com informação publicada no “Correio Braziliense” pela colunista Denise Rothemburg, a ida de Alckmin a Imperatriz, agendada para ontem, foi cancelada porque o PSDB do Maranhão não cumpriu suposto acordo para retirar ação contra Roseana. Além de negar qualquer negociação para encerrar o processo contra Roseana, Aderson disse que se manterá cada vez mais firme em defesa do respeito à lei eleitoral, violada pela candidata do PFL ao utilizar-se de recursos públicos para imprimir material de propaganda eleitoral, no caso a cartilha do Estatuto do Idoso. “A lei vale para todos. Até o presidente Lula levou uma multa de R$ 900 mil por imprimir material de governo com cara de campanha eleitoral. E não podemos nos esquecer do caso do ex-senador Humberto Lucena, flagrado utilizando há alguns anos, de maneira irregular, a mesma gráfica do Senado para sua campanha”,afirmou Aderson.
— As pressões do PFL, disse Aderson, são uma prova do desespero da oligarquia Sarney, pois Roseana Sarney foi pega em flagrante usando a gráfica para imprimir material de campanha. É uma reação histérica diante da iminência de se concretizar aquilo que mais assombra os Sarney, neste momento: a cassação da candidatura dela. A gráfica pertence a uma instituição republicana, o Senado, mantida pelo dinheiro público. Roseana Sarney apostou na impunidade e deverá agora pagar pelo erro de subestimar a sociedade brasileira, e em particular a maranhense, cada vez mais atenta aos atos desonestos dos políticos”.
Quanto a Geraldo Alckmin, Aderson disse compreender sua posição delicada, “pois o PFL nacional é um parceiro importante, apesar de lamentar o cancelamento da visita”. Mas acrescentou que não vai “retroceder um milímetro”.
— As conveniências eleitorais não são mais importantes do que a legalidade e a moralidade. Roseana Sarney vai ter que responder pelo ato de fazer campanha com material impresso na gráfica do Senado”, assegurou.