O comandante da Força Interina da ONU para o sul do Líbano (Unifil), Alan Pellegrini anunciou ontem, 17, que “no início da próxima semana” chegarão ao sul do país os primeiros efetivos de reforço do contingente internacional estabelecido pela resolução 1.701 do Conselho de Segurança.
Pellegrini afirmou que “a nova Unifil será diferente da antiga, que já morreu, será mais forte, terá mais efetivos e novas regras”.
O porta-voz não especificou o número de soldados a ser enviado na semana que vem. A Unifil, que atualmente conta com cerca de 2.000 homens, deverá ser reforçada com mais 15 mil militares, no total.
No quarto dia de cessar-fogo entre o Exército israelense e o grupo terrorista libanês Hizbollah, o Exército do Líbano começa a chegar à região da fronteira com Israel. Metade da área ocupada pelas forças israelenses foi passada à Organização das Nações Unidas (ONU), cumprindo a resolução 1701, que estipulou a trégua ao conflito iniciado no dia 12 de julho.
O Exército israelense transferiu na quarta-feira metade das zonas que ocupava à Unifil, informou um porta-voz militar.
A Unifil deve passar em seguida o controle ao Exército libanês. Questionado sobre o prosseguimento da retirada, o porta-voz disse que o processo se desenvolverá por etapas.
A princípio, toda a operação deveria durar alguns dias, mas tudo dependerá da capacidade da Unifil e do Exército libanês de assumir o controle do conjunto do sul do Líbano.
Os primeiros oficiais da Décima Brigada de Infantaria do Exército libanês, com 2.500 homens, chegaram ontem à cidade de Marjayun (sul) e se deslocarão nas próximas 24 horas ao longo da fronteira com Israel.
”Devemos nos deslocar nas próximas 24 horas ao longo da Linha Azul, traçada pelas Nações Unidas entre Líbano e Israel”, declarou o general Charles Chijani.
O quartel de Marjayun, a sete quilômetros da fronteira israelense, deve ser a sede da força internacional que será enviada pela ONU à região.
”Esta é a primeira vez desde 1968 que o Exército libanês volta a Marjayun. Estamos muito felizes com esta operação, pois é nosso país”, disse o general Chijani.
O Exército perdeu progressivamente o controle das regiões de fronteira com Israel a partir de 1968, primeiro em benefício dos combatentes palestinos até a invasão israelense de 1982 e, depois, das milícias xiitas que combatiam Israel.