
O Sindicato dos Urbanitários do Maranhão deflagrou ontem, 17, uma greve por tempo indeterminado na Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema). De acordo com informações passadas pela diretoria do sindicato, o motivo da paralisação seria a cobrança de algumas reivindicações que começaram a ser negociadas desde a gestão da diretoria anterior, entre elas o reajuste salarial de 5%.
Segundo o secretário geral do sindicato, Waner Almeida, o Acordo Coletivo de Trabalho 2005/2007 firmado entre sindicato e empresa previa o dia 1º de maio como database para discussões de ordem econômica. Desde o ano passado, 12 propostas foram apresentadas para a diretoria. "As negociações começaram bem e estávamos caminhando para um acordo", explicou Waner. Contudo, a nova diretoria pediu um prazo para avaliar as propostas, mas o prazo já se esgotou e nenhuma posição foi repassada para o sindicato.
Entre as pautas de maior impasse entre a Caema e seus servidores está o reajuste salarial de 5%, o plano de saúde para os novos empregados e a incorporação das horas extras para funcionários com mais de 10 anos de serviço. "Eles dizem que a empresa não se programou para os novos funcionários, mas esse é um problema que a empresa deve resolver", afirmou Waner Oliveira.
A Caema possui cerca de 1.500 funcionários. Por enquanto, a greve não vai afetar o abastecimento, somente os setores de administração e manutenção estão paralisados.
Caema - O presidente da Caema, Bruno Mendonça, informou que a principal reivindicação dos grevistas, o reajuste salarial, é impossível de ser atendida pelo impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal que veda aumentos salariais no período de 180 dias antes ao final do mandato do titular do poder ou órgão em questão. Um outro ponto citado por Bruno Mendonça, para justificar o não reajuste, é o fato de que em maio deste ano os servidores da Companhia ganharam um aumento de 3,34%, de acordo com o Acordo Coletivo. "Se a Caema der o aumento, o Ministério Público anula", reforçou o presidente.
Bruno Mendonça disse que a Caema vai ingressar hoje, 18, na Justiça Trabalhista para garantir o mínimo de servidores trabalhando. Ele também afirmou que o sindicato está desrespeitando uma liminar expedida no dia 1 de agosto que proíbe a obstrução dos portões de acesso às dependências da empresa e o impedimento dos funcionários que queiram exercer suas atividades de entrar no seu local de trabalho.