Internacional é campeão da LibertadoresApós vencer o São Paulo por 2 a 1 na semana passada, o Internacional empatou com os rivais por 2 a 2, no estádio do Beira-Rio, ontem, e conquistou pela primeira vez o título da Taça Libertadores da América. Precisando apenas de um empate para se sagrar campeão continental e assegurar vaga no Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado no final do ano, no Japão, os gaúchos chegaram ao gol do título aos 20min do segundo tempo, com Tinga, que aproveitou assistência de Fernandão, autor do primeiro tento.
Com o triunfo, o Internacional repete os feitos de Santos, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro e é o oitavo clube brasileiro a vencer a competição --o país tem 13 títulos.
Precisando da vitória para conquistar a Libertadores pela quarta vez, o São Paulo apostou em Richarlyson e Aloísio, que substituíram, respectivamente, Josué, suspenso, e Ricardo Oliveira, que não conseguiu liberação do Betis.
No entanto, as mudanças feitas pelo técnico Muricy Ramalho não se mostraram suficientes para derrotar a força do Internacional em seu próprio estádio. Antes da partida de hoje, os gaúchos tinham um aproveitamento de 81,2% em casa na atual temporada, com 17 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.
Um outro fator que, mesmo antes da partida, já apontava o favoritismo do Internacional era a improbabilidade de "viradas" em decisões do torneio. Apenas uma vez na história da Libertadores o time que perdeu em casa o primeiro jogo da final acabou levantando o título na partida de volta, façanha que o São Paulo tentava repetir.
Foi em 2002, quando o Olimpia caiu em Assunção diante do São Caetano por 1 a 0, mas ganhou por 2 a 1 no tempo normal e por 4 a 2 nos pênaltis, no Pacaembu, para ser tricampeão.
Para encerrar a sua estigma de vice-campeão --que aumentou nos últimos anos após levar Flamengo e Fluminense à segunda colocação da Copa do Brasil--, o técnico Abel Braga optou por escalar seu time no 3-5-2. Com isso, os campeões da Libertadores atuaram com Fabiano Eller, Bolívar e Índio, que, mesmo sendo pressionados durante parte do jogo, anularam o ataque são-paulino e tiveram papel destacado na conquista.