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Juízes de Imperatriz têm de ficar de olho na Mirante
Intransigência da Prefeitura alonga greve, diz sindicalista
Sem acordo, greve dos servidores municipais da Educação continua

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Data de Publicação: 16 de agosto de 2006
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POR OSWALDO VIVIANI

35 MIL ALUNOS SEM AULA EM IMPERATRIZ

A Prefeitura ofereceu 6,28% de reajuste salarial, mas os trabalhadores não aceitaram e decidiram manter a greve, que entra no oitavo dia

Os servidores municipais da Educação de Imperatriz decidiram ontem, no final da tarde, em assembléia na sede do sindicato da categoria, manter a greve geral, que entra hoje em seu oitavo dia.

Os trabalhadores esperaram até as 17h30 por uma proposta melhor do que os 6,28% oferecidos pela Prefeitura na segunda-feira, mas a nova oferta não veio.

Dessa forma, a paralisação, que já deixa sem aula cerca de 35 mil alunos em Imperatriz, continua. Os servidores reivindicam um reajuste de 18,80%.

Com o impasse nas negociações – que começaram apenas depois que os professores mostraram seu poder de mobilização, parando quase 100% das 137 escolas municipais de Imperatriz –, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (Steei), informou que a greve vai continuar até que a Prefeitura de Imperatriz proponha um aumento real de salário para a classe.

Duas rodadas de negociação – Na manhã da segunda-feira, 14, teve início a primeira rodada de negociação entre o Steei e a Prefeitura. Participaram da reunião, representando a Prefeitura, o subsecretário de Educação, Lourenço Pereira de Souza; a professora Evane Ferreira Santos (da Seduc) e o controlador geral do Município, Sebastião Curt, entre outros. Os principais representantes do Steei foram a professora Eurami Morais Reis (presidente da entidade), o professor Valdir Gomes (vice-presidente) e Selma Barros (dirigente sindical).

Depois de quase três horas ininterruptas de discussão, a reunião foi suspensa, ficando os representantes do prefeito Ildon Marques de Souza (PMDB) encarregados de apresentar uma contraproposta salarial, o que aconteceu ainda na tarde de segunda.

Submetido à apreciação dos servidores, em assembléia geral, o percentual de 6,28% foi rejeitado pela categoria, uma vez que ficou muito distante dos 18,80% reivindicados pela classe.

Ontem pela manhã, as comissões do Steei e da Prefeitura voltaram a se reunir. Os representantes da Prefeitura foram informados da rejeição da proposta de 6,28% de aumento e ficaram de enviar outra à tarde aosindicato, o que não ocorreu até as 17h30.

Além do reajuste, os servidores da Educação querem aumento do vale-refeição de R$ 70 para R$ 100; recolhimento por parte da Prefeitura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); fim do “assédio moral” da secretária de Educação Helena Aires contra os servidores (processos disciplinares instaurados por motivos fúteis); aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Magistério que garanta direitos; e retorno do pagamento do funcionalismo para o Banco do Brasil.

O controlador geral do município, Sebastião Curt, que participa das negociações com o Steei, disse ao Jornal Pequeno que o que foi ou o que vai ser oferecido aos servidores são “percentuais possíveis, que não vão causar impactos graves nas finanças do Município”.

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