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GeralTrabalhadores da caema vão parar

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13 de agosto de 2006
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Descaso da diretoria da empresa leva trabalhadores a deflagrar greve no próximo dia 17 de agosto

Os trabalhadores da Caema, reunidos em Assembléia Geral no dia 11 de agosto, decidiram deflagrar greve no próximo dia 17, quinta-feira, caso as negociações com a Diretoria da Caema não avancem para solução definitiva das pendências que a empresa tem com seus empregados.

Em pauta, os três principais pontos de reivindicação são: Revisão da Tabela Salarial; Incorporação das Horas Extras (para os trabalhadores que as executam regularmente há mais de dez anos) e Plano de Saúde para os novos funcionários da Companhia (admitidos no último concurso público).

Longo Processo - O Sindicato dos Urbanitários já vinha negociando a Revisão da Tabela e a Incorporação das Horas Extras desde a administração passada e as negociações estavam bastante avançadas, tendo se estabelecido um consenso.

Fernando Pereira, presidente do Sindicato, explica que com a mudança de diretoria, sai Eduardo Braide e entra Bruno Mendonça, em abril de 2006. O discurso muda completamente, inclusive quanto a situação financeira da Caema, e as negociações voltam à estaca zero. Com a Campanha Salarial de maio/2006, a pauta é retomada. Algumas reivindicações são atendidas, mas essas pendências se mantém. “Foi negociado um prazo para resolvê-las, que já se esgotou e a negociação continua se arrastando, porque a Caema não agenda as reuniões e quando as realiza nunca apresenta propostas concretas, alegando desculpas variadas para não cumprir a palavra que já havia sido empenhada”.

A nova diretoria da empresa usa de inúmeros artifícios para retardar o processo e qualquer definição para estas pendências, o que indignou profundamente a categoria, que, cansada de esperar, decidiu deflagrar greve.

Mais um motivo - Agora, entra na Pauta dos trabalhadores a reivindicação do plano de saúde para novos funcionários. Embora sejam tão trabalhadores quanto os outros e beneficiados legalmente pelo mesmo Acordo Coletivo de Trabalho, os novos funcionários da Caema estão sem plano de saúde, porque a diretoria não previu (como deveria) a inclusão dos novos funcionários ao negociar o contrato com a empresa prestadora de serviços de saúde. A categoria não aceita a discriminação contra os novatos e exige que eles também sejam beneficiados com assistência médico-hospitalar.

Justiça para quem precisa - A Caema, embora venha arrastando as negociações e tratando empregados e dirigentes sindicais com extremo descaso e descompromisso, acionou a justiça contra o Sindicato dos Urbanitários. Primeiro, dois membros da Comissão de Negociação entraram com ação na Justiça, alegando que haviam sido citados de maneira ofensiva em assembléia de trabalhadores, depois a própria Caema entra com ação na Justiça tentando impedir o Sindicato de realizar assembléia nos moldes que tradicionalmente faz, porque fecha o acesso aos portões.

“Infelizmente, a Caema só não tem sido tão eficiente na hora de negociar, tomar decisões de interesse dos trabalhadores e cumprir com compromissos assumidos em mesa de negociação”, acrescenta Pereira.

Greve parece ser única saída

O Sindicato dos Urbani-tários e os trabalhadores da Caema entendem que já tentaram todos os recursos para garantir negociação séria e concreta, mas o retorno tem sido apenas descaso, descompromisso. O Governo do Estado e a presidente do Conselho de Administração da Cae-ma, Helena Dualibe, também já foram procurados para discutir o assunto.

Na assembléia do dia 11, que discutiu a greve, até às 10 horas, não havia diretores na casa. Alguns estão viajando para São Paulo, outros para Recife. Para a categoria, é mais uma prova do descaso dessa administração. Assim, os trabalhadores entenderam que não há outra saída. Se o quadro não mudar, a greve será mesmo deflagrada no dia 17. Agora só depende da Caema.

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