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PolíticaJackson, Vidigal e Aderson dizem que Roseana praticou crime eleitoral ao usar gráfica do Senado

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12 de agosto de 2006
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Três candidatos ao governo maranhense que fazem oposição ao grupo Sarney fizeram ontem uma convocação à opinião pública nacional para se manter vigilante em relação ao processo eleitoral no Estado, diante da possibilidade de ocorrerem fatos mais graves do que o que eles consideraram abuso de autoridade por parte da senadora pefelista Roseana Sarney, acusada anteontem, na Justiça Eleitoral, de haver utilizado a Gráfica do Senado para imprimir material de propaganda para sua campanha.

A impugnação de sua candidatura foi feita pelo tucano Aderson Lago na quarta-feira (9), depois de sua militância distribuir domingo, na praia de São Marcos (Avenida Litorânea), cartilha sobre o Estatuto do Idoso, com a foto oficial da campanha de Roseana Sarney na capa. O candidato Edson Vidigal, da coligação “O povo no poder”

(PSB/PT,PCdoB/PMN/PL/PRB), anunciou que também fará representação contra Roseana Sarney pelas mesmas razões.

Aderson, Edson Vidigal e Jackson Lago, candidato do PDT, temem que as eleições sejam influenciadas e tumultuadas pelo poder econômico e político da oligarquia que há 40 anos praticamente comanda a máquina do Estado através de representantes da família (como é o caso de Roseana Sarney, que pela terceira vez busca eleger-se governadora) ou de aliados que gravitam em torno da família Sarney. “O peso do sistema de comunicação de propriedade da família, com um jornal diário, rádio e uma tv afiliada da Globo, tem sido muitas vezes determinante para a permanência deles no poder, porque os adversários são achincalhados e os aliados incensados”, disse Aderson.

Tanto Aderson quanto Vidigal e Jackson acreditam que a certeza da impunidade – e não o desconhecimento ou ignorância em relação à lei eleitoral - é que levou Roseana Sarney a utilizar em sua campanha material impresso pela Gráfica do Senado. “A lei não foi revogada, disse Vidigal. Portanto, a candidata do PFL, utilizando-se de bens e serviços públicos para fins de inescondível propaganda eleitoral, praticou crime. É só lembrar do episódio do ex-senador Humberto Lucena, já falecido, e de outros que já firmaram jurisprudência”. De acordo ainda com Vidigal, “este é mais um daqueles casos em que a senadora que nunca sabe de nada certamente dirá que nada sabia”.

Com ironia, Jackson comentou: “O problema de Roseana Sarney é que ela cresceu dentro de palácios de governo porque o pai foi governo e presidente da República e, até hoje, não sabe distinguir o público do privado”.

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