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Coluna do Othelino

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Data de Publicação: 10 de agosto de 2006
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A HERDEIRA-CAPRICHOSA, TODO O CLÃ E A TRUPE SEGUEM O OLIGARCA-MOR NAS PERVERSIDADES!

A imprensa amestrada do grupo Sarney continua tentando desqualificar o trabalho realizado pelo governador José Reinaldo no interior do Estado, mostrando algumas estradas em estado precário e difundindo a natural revolta de motoristas, ante a dificuldade de tráfego que encontram.

É bem verdade que algumas rodovias estaduais ainda precisam de manutenção, mas a maldade dos comunicadores do grupo oligárquico é tamanha; a falta de respeito pelo público a quem se dirigem é tão evidente, que chegam a apresentar rodovias federais e até mesmo pequenas estradas municipais em péssimas condições como sendo resultado de uma suposta omissão do governo estadual. Em artigo anterior já nos ocupamos desse assunto, mas consideramos oportuno uma nova abordagem, ante a insistência com que os áulicos sarneyzistas tentam confundir a opinião pública, atribuindo a José Reinaldo uma responsabilidade que deve ser cobrada, também, e principalmente, de sua patroa, a hoje senadora e ex-governadora Roseana Sarney Murad. É a velha história da mentira repetida mil vezes para parecer uma verdade,

Como todo mentiroso tem pernas curtas, não é difícil flagrar o Sistema Mirante em mais uma de suas falsidades, prática, aliás, da qual o oligarca-mor vem se valendo ao longo da sua vida pública para manter-se vivo na política. No caso das estradas estaduais, o raciocínio é muito simples, conforme técnicos habituados à realização desse tipo de obra. Uma estrada construída ou recuperada dentro das normas da moderna engenharia terá, via de regra, uma vida útil de dez anos, a partir dos quais poderá apresentar a necessidade de um ou outro reparo, dependendo, evidentemente, do fluxo de veículos sobre o seu leito. Pelo que se sabe, o interior maranhense não sofreu qualquer terremoto e, mesmo a intensidade das chuvas, não teria comprometido o bom estado de nossas rodovias, houvessem elas sido construídas ou mantidas dentro de padrões técnicos razoáveis, nos quase oito anos em que Roseana (de direito, mas Jorginho, de fato) esteve à frente da administração estadual. Por que, então, além de transferir ao seu sucessor essa herança maldita de estradas sonrisal, vulneráveis, ao primeiro inverno, intrafegáveis (infernizando a vida daqueles que têm necessidade de se locomover de um para outro ponto do Estado, ou que aqui chegam, procedentes de outras regiões do País), ainda se tenta culpar o atual governador pela irresponsabilidade da prepotente patroa?

Na abusiva propaganda que fazia, mesmo em período vedado pela legislação eleitoral, de seu governo, Roseana sofismava e insiste na mesma lengalenga, sobre virtuais trabalhos de recuperação e até de construção de novas rodovias no interior, induzindo que, pelo menos nesse setor, sua administração atendia a velhas aspirações de nossos irmãos ou visitantes que viajam com freqüência. Como explicar, então, que, menos de dez anos depois do término de seu governo, as estradas alardeadas na propaganda oficial tenham se tornado imprestáveis para o tráfego de veículos? Onde foi parar o grande volume de dinheiro destinado à Roseana, de Brasília, para recuperar as rodovias federais do Estado e que, tanto quanto as estaduais, foram recebidas pelo seu sucessor em situação crítica?

Durante os quase oito anos do desgoverno Jorginho/Roseana, o Maranhão contraiu empréstimos astronômicos, cujos recursos, se aplicados com seriedade e competência, teriam gerado emprego e renda, estimulado o desenvolvimento sustentável, elevado o IDH do Estado e melhorado a qualidade de vida da população, de modo especial dos mais carentes. Suas rodovias (quem sabe, reais), poderiam ter sido entregues a José Reinaldo em condições razoáveis. Com efeito, permitiria ao atual Chefe do Executivo a aplicação dos poucos recursos disponíveis em outras áreas. A realidade é que uma parte do legado é composta de estradas esburacadas, programas de saúde e educação sucateados, todo o sistema produtivo completamente desativado; além da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais rebaixada a um órgão com a função básica de carimbar licenças pelo menos suspeitas. A outra faceta do legado fatal, a dupla incorrigível Jorge/Roseana Murad ainda “premiaria” o sucessor com uma dívida que o obriga a pagar mais de meio bilhão de reais, anualmente, aos credores, quase inviabilizando os investimentos imprescindíveis para salvar da indigência milhões dos nossos conterrâneos da área rural entregues à própria sorte pela oligarquia saqueadora e pusilânime.

E, o mais patético, agora, é a ex-governadora (que deu de mãos beijadas ao marido/sócio, Jorginho “baforada”, o passa-tempo de primeiro mandatário, usar os veículos de comunicação da família para fazer cobranças a José Reinaldo, numa criminosa tentativa de fugir às responsabilidades que lhes cabem. Preferencialmente, a ela, legítima (até que se prove o contrário) detentora do mandato eletivo; em segundo plano, o contemplado com o sui generis presente, de que se valeu para as maiores traquinagens, e, o que é muito mais lesivo ao interesse público, para os mais despudorados procedimentos em relação ao erário e ao patrimônio coletivo. Tudo, obviamente, com a cumplicidade da esposa/sócia, dos demais membros da dinastia e da sua trupe.

Esses são apenas alguns atos da tragédia que, em vez de ficção, foi vivenciada durante mais de sete anos, colocando o Maranhão como a Unidade mais miserável da Federação. Não fosse estar hoje o Estado sendo governado por um cidadão equilibrado e competente, que tem usado a sua inteligência para tirar o Estado do abismo a que foi submetido, talvez estivéssemos passíveis até de uma intervenção federal, tamanho o caos criado por quase oito anos de desmandos da herdeira do Zé Perversidade.

Numa situação normal, depois de tudo o que aprontou como “governadora” ao lado do marido e sócio, o óbvio seria que Roseana e Jorginho estivessem explicando à Justiça o paradeiro dos recursos recebidos e não aplicados em vários projetos que não saíram do papel. Mas, influenciada pela impunidade do pai, lança-se candidata ao governo do Estado na esperança, certamente, de promover uma nova farra com o dinheiro público e na convicção de que, como da primeira vez, nada lhe acontecerá.

É essa a razão por que o Sistema Mirante abre suas baterias de mentiras contra o governador. Afinal de contas, foi José Reinaldo quem teve a coragem de cortar o mensalão de 700 mil reais que eram desviados da saúde e da educação dos excluídos, por Jorge/Roseana, em favor das ricas empresas de comunicação do clã.

A primeiro de outubro, os maranhenses darão o troco às perversidades do Zé e às maldades da filha, genro, demais familiares e asseclas.

(othelinofilho@yahoo.com.br).

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