O entusiasmo do Secretário de Estado da Educação, Lourenço Vieira da Silva, com os números de sua pasta referentes à educação de jovens e adultos é compreensível. O Maranhão amargou, durante 8 anos de Governo da hoje candidata do PFL, uma fase triste de desestímulo total ao ensino médio e parcial ao ensino fundamental por parte do Governo. Números fornecidos pelo próprio ex-Secretário Gastão Vieira mostram que em 8 anos foram construídas apenas 3 escolas de ensino médio no Maranhão. Escolas cujos endereços ainda precisam ser fornecidos, pois ninguém sabe onde ficam.
O governo José Reinaldo apostou na escolarização em nível fundamental e médio, de jovens e adultos a partir dos 15 anos, que em 4 anos melhorou sensivelmente. O que pode ser sentido também pelo decréscimo no número de matrículas de alunos com idade acima do período regular.
A pulsação desenvolvimentista de uma Nação ou Estado, só pode ser medida pelo nível de investimentos e pelos sucessos obtidos na educação. Toda a crônica da pobreza, da insegurança e da violência, coloca a falta de educação como artefato basilar dos péssimos índices de desenvolvimento humano dos países e estados a que se refere. E nessa matéria nós temos vencido todas as copas.
Lourenço Vieira da Silva entende que o governo do Estado acertou ao priorizar a educação como área de relevância política, investindo esforços e recursos na construção de escolas e na contratação de professores.
Os dados da SEDUC mostram que em 2006 77 municípios oferecem vagas nas escolas estaduais para alunos na faixa etária a partir dos 15 anos, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. Significa que 225 escolas estão atendendo estudantes que estavam praticamente excluídos do sistema educacional no ano de 2002. Sem contar que a Supervisão de Educação de Jovens e Adultos oferece outras alternativas de conclusão do ensino fundamental e médio, como o Sistema Modular. Através desse sistema, os alunos tem a opção de realizar o curso sem freqüentar as aulas, apenas estudando através de módulos oferecidos pela Secretaria.
Com o passar dos anos, criou-se uma demanda irrefreável no Sistema Educacional maranhense. E não há fórmula mágica que nos leve ao desenvolvimento, enquanto governos como o de Roseana priorizarem, ao invés da educação, o analfabetismo e o semi-analfabetismo, inclusive aplicando o dinheiro público em armadilhas como o Tele-ensino.
Em poucos anos de investimentos financeiros reais, o governo José Reinaldo conseguiu passar de uma curva crescente de matrículas nas escolas que foram sendo construídas para uma curva decrescente de matrículas, o que, conforme a Supervisão de Ensino de Jovens e Adultos, denota que está havendo uma elevação no nível de escolaridade do Estado.
Só para citar alguns dados, somente em São Luís atuam hoje 36 escolas com salas especialmente destinadas ao ensino de jovens e adultos.
Trata-se de um quadro evolutivo que demonstra sobejamente que os compromissos do atual governo são bem diferentes dos compromissos do governo passado. Existe uma preocupação real com os destinos da juventude maranhense. Não se trata mais a educação como peça inestimável de um tabuleiro do xadrez eleitoral, como aconteceu com o Tele-ensino que não passou de uma tentativa de ganhar em propaganda eleitoral, o que a comunidade haveria de perder em educação.