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Irã não aceita resolução da ONU sobre programa nuclear e faz ameaças

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Data de Publicação: 31 de julho de 2006
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O Irã afirmou ontem que, se a ONU (Organização das Nações Unidas) adotar uma resolução para obrigar o país a suspender as atividades de enriquecimento de urânio, a crise na região será agravada e esforços diplomáticos, condenados ao fracasso.

O temor é de que o Irã esteja, com o enriquecimento de urânio, dando avanços no caminho para construir uma boma atômica. O país se defende dizendo que seu propósito é de gerar energia.

"Se uma resolução contra o Irã for aprovada, a oferta [das grandes potências] deixará de estar na ordem do dia. Os europeus devem estar atentos porque revisaremos nossa política [nuclear] e reagiremos em conseqüência", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hamid Reza Assefi. "Pressionando o Irã e tentando nos intimidar, nenhum país conseguirá nada. Muito pelo contrário, a situação vai piorar."

Os cinco países com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU --China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia –, além da Alemanha, manifestaram nos últimos dias a intenção de impor sanções ao Irã se o país não suspender as atividades de enriquecimento de urânio até 31 de agosto.

As sanções seriam estabelecidas em uma resolução que será submetida a votação no Conselho nos próximos dias.

Um projeto de resolução foi distribuído aos 15 membros do Conselho na sexta-feira e pode ser votado no início da semana, informou o embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.

O texto é o resultado de um acordo entre as seis grandes potências envolvidas na negociação.

A versão divulgada à imprensa exige que o Irã suspenda todas as atividades de enriquecimento e processamento de urânio, incluindo o desenvolvimento e pesquisa, algo que deve ser comprovado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O texto invoca o artigo 40 do capítulo VII da Carta da ONU, que prevê a adoção de medidas provisórias antes da aplicação de sanções.

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