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É melhor perder a piada

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Data de Publicação: 30 de julho de 2006
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Opinião

Gilberto Nunes*

Gorducho. Palito. Cabeção. Nanico. Você conhece tais apelidos. Conhece até mesmo outros piores. São comuns em quase toda roda social. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez uma piada sobre as características físicas de outra pessoa.

No mundo isso já é normal. E muito prejudicial. A violência moral, além de causar danos à auto-estima do indivíduo, gera a intolerância entre as pessoas. Não conseguimos aceitar o outro do jeito que ele é. Temos que curtir com a cara dele, zombar de suas características físicas que não são compatíveis com o padrão de estética estabelecido pela mídia, que utiliza a imagem como palha para alimentar o sistema comercial mundial.

O primeiro passo na solução para o problema é a tolerância para com as diferenças existentes nas pessoas. Todos têm o mesmo valor, mas possuímos diferenças que nos individualizam. Respeitar tais diferenças é amar ao próximo. Amar ao próximo é amar a Deus. Gastamos muito tempo rindo da cara dos outros e não dizemos o quanto eles são importantes, especiais para nós.

A sociedade estimula você à pratica da violência moral. Mas você não é obrigado a ir atrás. Existe uma outra alternativa: o amor. Você pode amar as pessoas. Elogiá-las. Valorizar suas qualidades e não seus defeitos.

O velho ditado "Perca o amigo, mas não perca a piada" deve ser deixado. Levando em conta a situação da humanidade atual, é melhor perder a piada.

Pense nisso.

*Professor da Escola Padre Maurício

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