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No período eleitoral aumentam as denúncias contra os corruptos

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Data de Publicação: 30 de julho de 2006
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Opinião

Jersan Araujo

A corrupção tem de ser combatida sempre, sem interrupção, pois ela, também, não dá tréguas. Essa ação maléfica prolifera no país sob o olhar omisso das autoridades, na maioria das vezes. As declarações de bens dos senadores José Sarney e Roseana Sarney, repleta de obscuridades, estimularam os debates e fomentam dúvidas quanto o valor real do patrimônio pessoal de cada um deles. Esse fato, por si só, irradia na sociedade a máxima de que a impunidade é parte legítima da vida dos políticos, sem que haja qualquer reação punitiva aos autores dos delitos cometidos. Estagna na denúncia.

Os mais espertos e sabedores do crime que cometeram chegam a registrar a candidatura da esposa para, no caso de serem impedidos de concorrer, a lançarem para substituí-lo na corrida eleitoral. São conscientes do crime cometido contra o patrimônio público. Outros, do mesmo quilate, confiantes na força ou no prestígio que desfrutam junto aos mais altos escalões da República, preferem continuar em campanha como se nada estivesse acontecendo.

Só aos eleitores, cabe a responsabilidade de ao demonstrar sua revolta e indignação, votar contra essa gente. Puni-la através da manifestação mais democrática, nas urnas. Admite-se o eleitor se enganar quando não conhece os candidatos. No caso em espécie são todos sobejamente conhecidos dos maranhenses que, acredita-se, desta vez vão mudar o rumo dessa história triste que tem como principal agente no Maranhão, o senador José Sarney, embora seja eleitor e candidato pelo Amapá.

Os episódios envolvendo a ex-governadora Roseana, plenamente do conhecimento público, a fortuna que acumulou que agora vem à tona, a omissão de dados importantes sobre os valores desse patrimônio, a sonegação de dados na última pesquisa eleitoral somente agora enriquecem a gama de denúncias de irregularidades que a sua trajetória no mundo político. Existem outros que, inclusive, a impediram de continuar na disputa pela Presidência da República em 2002. Como diz o profeta é preciso anunciar, mas, sobretudo, denunciar.

A cada dia outros parlamentares são citados no caso sanguessugas (que receberam propinas na compra de ambulâncias). O último nome incluído, deputado César Bandeira, nega sua participação na tramóia. Mas a sua desistência de concorrer à reeleição à (Câmara Federal) e aventurar-se a conquistar uma cadeira à Assembléia Legislativa teria outro motivo, senão a possibilidade de de envolvimento nesse escândalo? A bandeira de César está suja...

Podemos até ser incompreendidos por alguns, mas temos a convicção de que denunciar a corrupção e os corruptos, alertar a sociedade para esse grave e repugnante fato, que contribui profundamente para o empobrecimento de grande parcela da população brasileira é nosso dever. Às autoridades constituídas cabe puni-los com os rigores (?) da lei.

Tudo calmo

O delegado Valdenor Viegas, de São Bento, está respondendo pela delegacia de São João Batista aonde vem desenvolvendo um bom trabalho. Nos últimos dias não foram registradas ocorrências graves. Enquanto isso, a delegacia de São Bento está sob o comando da Delegacia Regional de Pinheiro. Por toda esta semana a Secretaria de Segurança decidirá se Viegas fica em São João Batista ou vai para outro município.

jersan.araujo@oi.com.br

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