POR OSWALDO VIVIANI

O candidato ao governo do Maranhão Edson Vidigal (PSB) e a vice de sua chapa, deputada Terezinha Fernandes (PT), afirmaram ontem em Imperatriz que vêem risco do aumento da violência no Estado – e especialmente na região tocantina –, caso o senador peemedebista João Alberto de Souza (vice de Roseana Sarney) chegue ao Palácio dos Leões.
“João Alberto acredita na lei do olho por olho dente por dente, mas essa lei já foi revogada por Jesus Cristo. Está lá, no Novo Testamento”, disse Vidigal, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça. “O Estado tem que agir dentro da lei, não pode ser um Estado fora-da-lei”, completou o candidato.
Para Terezinha Fernandes, uma eventual vitória da chapa da oligarquia (Rosena Sarney-JoãoAlberto) “pode representar a volta da intranqüilidade e da insegurança para as famílias maranhenses, e particularmente as tocantinas”.
“Nós sabemos que para o João Alberto violência se combate com mais violência. Ele mostrou o que entende de segurança pública quando, em seu governo, no início dos anos 90, chefiou a mal-afamada ‘Operação Tigre’ na região tocantina. Calcula-se que essa operação matou mais de 100 pessoas em Imperatriz e região, muitas delas inocentes. E mesmo que fossem criminosos, o Estado não tem o direito de simplesmente dar cabo de suas vidas”, afirmou Terezinha Fernandes.
A deputada lembrou o caso dos irmãos Noleto, que foram assassinados por policiais da “Operação Tigre”, confundidos com bandidos. Os responsáveis pelo crime – protegidos por João Alberto e pelo então delegado Luís Moura – até hoje estão impunes. Os assassinatos da “Operação Tigre”, no entanto, chegaram até a Organização das Nações Unidas (ONU), pelas mãos do advogado Josemar Pinheiro, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
Edson Vidigal e Terezinha Fernandes lideraram em Imperatriz a maior caminhada até agora da campanha eleitoral na região tocantina.
Debaixo de um sol de 35 graus, mais de três mil pessoas percorreram as principais ruas da cidade – praça de Fátima, Luís Domingues, Getúlio Vargas, Dorgival Pinheiro de Sousa, Ceará, Bernardo Sayão e Coronel Manoel Bandeira.