Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,966
Edição 21,966

Política
Jackson recebe o apoio do prefeito e da população de Pedreiras
Luta contra atraso é tema de lançamento de campanha
Vidigal e Terezinha vêem risco de aumento da violência com João Alberto no Leões
As sanguessugas que deixaram o Maranhão anêmico
Cafeteira e Roseana Sarney são acusados de 'plantar' boatos
Ribamar Alves: Triagem da CPI dos Sanguessugas começa a separar o joio do trigo
Sarney importa mão-de-obra para campanha e tem carro apreendido

As sanguessugas que deixaram o Maranhão anêmico

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 30 de julho de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Por Zé Cuxá

Tudo começou em 1965, quando o modesto ex-secretário do Tribunal de Justiça do Estado José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, o Sarney, assumiu o Governo do Maranhão prometendo ‘mundos e fundos’, combater a pobreza, o analfabetismo, o desemprego, melhorar a saúde, etc., enfim, melhorar a vida miserável da nossa gente, até então massacrada por longas e dolorosas décadas de oligarquia do seu antecessor Vitorino Freire. O discurso sofismático de Sarney conquistou os esperançosos maranhenses, que lhe deram um cheque em branco para tocar os destinos e levar o nosso Estado rumo ao tão sonhado desenvolvimento.

Se você, caro leitor, que tem idade, acreditou e votou em Sarney, deve ter testemunhado ao longo dos anos o começo, os meios e os fins das promessas do velho coronel oligarca, ou seja, o acúmulo desenfreado de poder e uma fortuna incalculável que praticamente garante o sustento nababesco de todas as gerações da sua família – agora aliada com os Murad, de Jorge, Ricardo, entre outros – até o fim deste século XXI.

O tão propagado “Escândalo das Sanguessugas”, que envolve parlamentares de quase todos os partidos políticos que estavam “faturando” com vendas de ambulâncias, parece mais um simples resfriado diante da monumental “pandemia” causada pelo rombo nas contas do Governo do Maranhão, o que proporcionou à família Sarney a fortuna cuja origem dos recursos nunca é declarada, além de um dos maiores impérios de comunicação do País (o Sistema Mirante), mansões, ilhas, empresas administradas por testas de ferro ou laranjas, dinheiro, muito dinheiro, ao ponto deles afirmarem que a pequena fortuna de mais de hum milhão de reais encontrados nos cofres do escritório da Lunus, de Jorge Murad em sociedade com Roseana Sarney, eram apenas recursos para pagar pequenos gastos de campanha (leia-se saldar a dívida com o famoso marqueteiro Nizan Guanaes), pois na época a hoje candidata pefelista ao Governo do Estado tinha a pretensão chegar ao Palácio do Planalto. Audácia!

Se pilhar os cofres públicos serve de vitamina e proporciona saúde e bem estar à família Sarney, a auto-medicação e a posologia deles causam efeito contrário nos pobres do Maranhão, pois provocam inanição, doenças diversas, fome e até mortes pela simples falta de vitamina B1, encontrada no leite, e que agora está matando nossos irmãos nos rincões miseráveis e abandonados em várias regiões do Estado.

Transcrevo abaixo, para os desinformados, os visitantes e os turistas que estão conhecendo as nossas belezas naturais, a nossa cultura e a nossa história, algumas das principais causas dos nossos infortúnios, aqui simbolizados em forma de culto à personalidade cujas presenças se configuram em admiração por meio de lavagem cerebral a muitos incautos. Confira e tire as suas conclusões: Fórum Desembargador Sarney Costa, Ponte José Sarney, Município José Sarney, Avenida José Sarney, Praça José Sarney (em Pinheiro-MA), biblioteca José Sarney (Uniceuma), Farol da Educação José Sarney (bairro Renascença – São Luís), Auditório José Sarney (Sebrae – Vinhais – São Luís), Maternidade Marly Sarney, Rodoviária Kiola Sarney, Vila Kiola Sarney, Escola Roseana Sarney (São Francisco – São Luís), Avenida Roseana Sarney – Anel Viário – São Luís), Palácio Governadora Roseana Sarney (sede do Tribunal de Contas do Estado), Vila Sarney Filho, Avenida Sarney Filho, ufa! Esqueci algum?

Surpresos? Tudo isso são verdades incontestes, autorizadas, registradas e homologadas pelos três poderes, desrespeitando as Leis, a Justiça e debochando da nossa condição de cidadãos maranhenses.

A justiça é cega e tem medo. O povo vê, mas não enxerga. A maioria da imprensa sabe, mas é parcial. Então restam os formadores de opinião, que, mesmo em minoria, podem utilizar de suas “influências” como forma de profilaxia contra essa “enfermidade”, escondida pelo Sistema Mirante, que precisa urgentemente ser combatida antes que vire um “tumor maligno” capaz de levar o pobre Maranhão ao “óbito”. Aí, vai sobrar apenas aquela Ilha no Município de Raposa, que já foi preparada para receber a “saudável” dinastia Sarney, constituída de “Sanguessugas” alimentadas tanto pelo sangue ralo dos pobres, como pelo sangue azul dos novos ricos e de muitos setores da burguesia que sobrevive graças à pose de vassalos, sorrindo com a desgraça da plebe.

O seu voto é vacina, é remédio e pode sim ser utilizado como injeção na B...deles!

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br