O deputado federal Ribamar Alves (PSB-MA), candidato a reeleição, cobrou, no final de semana, rigor e agilidade dos membros da CPI que apura escândalo dos “sanguessugas”, pedindo que os deputados efetivamente envolvidos no caso recebam punição exemplar, “até para que os que foram envolvidos indevidamente possam ter sua reputação reparada junto a opinião pública”.
Ribamar disse que foi indevidamente envolvido neste caso. Explicou que isto ocorreu porque durante o seu mandato conseguiu incluir no Orçamento da União 756 mil reais para compra de 12 ambulâncias: cinco para Santa Inês, uma para Pindaré Mirim, duas para Monção, duas para Pio XII e duas para Balsas, adquiridas diretamente pelas prefeituras municipais junto a empresas diversas, instaladas aqui mesmo no Maranhão. Exceção feita as duas destinadas ao município de Balsas, que a prefeitura comprou com a empresa Planam, envolvida no escândalo.
Disse que se alguém tem que responder por alguma coisa é a Prefeitura de Balsas e não ele, que até então nunca tinha visto falar da Planam. Acrescentou que quando pediu recursos para a compra das duas ambulâncias para Balsas o município era administrado por um prefeito do PT, Jonas Demito, aliado do seu partido, o PSB, que tinha quatro secretários na administração municipal, mas o processo de compra das ambulâncias só se concretizaram na gestão seguinte.
Ribamar afirmou que tem sofrido muito desde que seu nome foi envolvido indevidamente neste escândalo, mas que sempre esteve em paz com a sua consciência, torcendo para que “o joio seja separado do trigo e que desta vez o justo não pague pelo pecador”. Disse também que, apesar do sofrimento, sempre contou com a solidariedade dos amigos, especialmente a do governador José Reinaldo Tavares, “que me telefonou e sempre acreditou na minha inocência”.
Alves está certo de que o caso começou finalmente ser esclarecido com a divulgação dos depoimentos do proprietário da Planam, Luiz Antônio Vedoin, na Polícia Federal, em Brasília, onde cita um a um todos os deputados envolvidos no caso, inclusive a forma como recebiam o dinheiro proveniente da corrupção.
Ribamar esclareceu que já reuniu e entregou para a CPI todos os documentos necessários para que seu nome seja retirado da lista dos envolvidos. Disse que é muito importante que a imprensa exponha exaustivamente casos como esses para que a opinião pública cobre punições exemplares para os culpados: “Só lamento que a mídia não me ofereça o mesmo espaço quando o meu nome aparecer na lista dos inocentes”, finalizou.