Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,965
Edição 21,964

Nacional
Ministério da Saúde é a matriz dos 'sanguessugas', diz Alckmin
Israel está fazendo 'um cerco', conta brasileira que chegou em vôo da FAB
Vôo da FAB traz do Líbano mais de 20 crianças e três mulheres grávidas
Venda de CDs piratas tem queda no Brasil
CPI desiste de notificar quatro deputados citados pela CGU
Máfia diz ter pago R$ 4 mi de propina a 71 parlamentares
Jungmann diz que há provas contra 80% dos investigados e rejeita pizza dos 30
TRT aprova mudanças nas Comissões do V Concurso para Juiz do Trabalho
3° Concurso Tim Lopes inscreve até 31 de julho
IBGE pretende traçar novo perfil produtivo e populacional do Brasil
Home » Edições » 2006 » Julho » Edição 21,965 » Nacional

Máfia diz ter pago R$ 4 mi de propina a 71 parlamentares

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 29 de julho de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

A máfia das ambulâncias teria pago pelo menos R$ 4,301 milhões a 71 deputados e ex-congressistas envolvidos com o esquema de venda de veículos superfaturados a prefeituras, segundo o depoimento do empresário Luiz Antonio Vedoin, apontado pela Polícia Federal como o chefe da quadrilha. A CPI dos Sanguessugas está investigando 87 deputados e três senadores.

Em alguns casos, Luiz Antonio mencionava os percentuais de propina aos parlamentares sobre as emendas que beneficiariam a quadrilha, mas sem citar quais eram os valores. Esses dados foram excluídos da soma geral. Assim, o valor real dos pagamentos aos deputados vai superar os R$ 4,3 milhões, de acordo com o depoimento.

Os dois principais articuladores na Câmara, segundo Luiz Antonio, eram os deputados Lino Rossi (PP-MT) e Nilton Capixaba (PTB-RO). Eles teriam aliciados para o esquema dezenas de outros deputados.

O empresário citou vários detalhes das formas de pagamento aos congressistas supostamente envolvidos com a quadrilha. Depósitos em cheque e em dinheiro eram feitos em contas pessoais dos próprios parlamentares, de familiares e assessores. Em outros casos, o dinheiro era levado em "malas" para o Congresso ou nos paletós. Segundo Vedoin, muitos parlamentares e servidores "tinham conta corrente com a empresa [Planam]".

Presentes - Havia também muitos presentes, como aparelho de ultra-som (avaliado em R$ 70 mil), ônibus, utilitários esportivos e até uma máquina gráfica para imprimir jornais.

O esquema envolvia na ponta final, sempre, licitações direcionadas à quadrilha feitas por municípios para a compra de ambulâncias com base nas emendas dos parlamentares. Em média, os congressistas recebiam como propina 10% do valor das emendas.

Em muitos casos, os prefeitos eram aliciados por deputados. O deputado Cabo Júlio (PMDB-MG), por exemplo, chegou a reunir vários prefeitos de cidades mineiros em uma chácara sua em Minas Gerais.

O empresário mencionou também congressistas que passaram a dever dinheiro à quadrilha devido a antecipações de propina com base em emendas que ainda seriam liberadas pelo ministério. Como as emendas não foram autorizadas, os deputados passaram a dever.

Segundo Luiz Antonio, o deputado Fernando Gonçalves (PTB-RJ), por exemplo, teria um débito no valor de R$ 167.500. Ele disse que o deputado José Divino (PRB-RJ) recebeu R$ 40 mil em propina. Parte do dinheiro foi depositada na conta corrente que o parlamentar mantém na agência do Banco do Brasil na Câmara.

O empresário contou ao juiz que os pagamentos em dinheiro foram realizados de várias formas, em encontros no gabinete ou em reuniões no flat que a família Vedoin mantinha no Hotel Meliá em Brasília.

Luiz Antonio afirmou que os deputados Marcos Abramo (PP-SP), João Magalhães (PMDB-MG) receberam, respectivamente, R$ 54 mil e R$ 42 mil, em reuniões no Meliá.

O empresário disse ao juiz que Osmânio Pereira (PTB-MG) recebeu a propina no gabinete: R$ 20 mil. Já o deputado Júnior Betão (PL-AC), segundo o empresário, indicou o sogro para receber R$ 170 mil também no gabinete. Atualmente licenciada, a deputada Elaine Costa (PTB-SP) foi uma das que receberam quantias superiores a R$ 300 mil, segundo Luiz Antonio: R$ 350 mil.

Senadores - O depoimento de Luiz Antonio à Justiça envolve mais uma pessoa ligada à senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), o assessor parlamentar João Policena. Segundo Vedoin, ele cobrou de Policena "o fato de não estar conseguindo fazer as licitações como havia combinado".

Vedoin já que afirmara ter pago R$ 35 mil a um genro da senadora petista por conta de uma suposta emenda da parlamentar que teria beneficiado a quadrilha. Ela nega.

Vedoin também complicou ainda mais a situação de Magno Malta (PL-ES) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Sobre Suassuna, diz que conseguiu vencer licitações na Paraíba graças a um acordo político de Suassuna com o ex-ministro Saraiva Felipe. Sobre Malta ele confirma o fornecimento de um veículo para o senador.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br