POR AURELIO CARVALHO
Foi enterrado ontem, 28, às 17h, no cemitério Jardim da Paz, na estrada de Ribamar, o empresário Luís Antônio Noronha. Familiares, amigos e populares acompanharam o enterro marcado por lágrimas e discursos emocionados. O corpo do empresário chegou a São Luís na madrugada de ontem e foi velado na Brasil Pax, localizada na praça Santo Antônio, Centro. Entre os amigos que se fizeram presentes ao velório e ao enterro estavam o deputado Mauro Bezerra, o presidente da Federação do Comércio, José Arteiro, o presidente da Associação Comercial, José de Ribamar Barbosa Belo, o presidente da Fiema, Jorge Machado Mendes, e a colunista Flor de Lyz.
"Era um grande amigo; sempre estava pronto para nos ajudar. Estou muito triste. Meu coração, hoje, está sem um grande pedaço. O Maranhão perdeu um homem que foi um exemplo de vida em todos os sentidos. Um grande empresário, um grande homem, um grande amigo", disse Flor de Lyz, emocionada.
"A classe empresarial perde um grande líder, lutador, cheio de vontades e que aprendeu com a vida a ser um profissional de sucesso", comentou o presidente da Federação do Comércio, José Arteiro.
Luís Antônio Noronha foi sepultado sob aplausos.
Falecimento - O empresário tinha 78 anos e faleceu na manhã de quinta-feira, 27, vítima de complicações renais. Ele estava internado há cerca de 60 dias no Hospital do Coração em São Paulo (SP), onde se submetia a tratamento por problemas cardíacos.
Noronha nasceu em 3 de outubro de 1927, em Parambu (CE). Ele era casado com Creuza Teixeira Noronha e tinha oito filhos: Júlio César, Vera, Emanuel, Socorro, Rejane, Luís Antônio Filho, Regina e Francisco.
Trajetória - Luís Noronha começou sua carreira empresarial em Pimenteiras, no interior do Piauí, em 1947, numa quitanda montada na feira, para revender produtos comprados de pequenos agricultores, além de tecidos e medicamentos. Com o passar do tempo, Noronha se estabeleceu na capital, Teresina, em 1955, onde montou um grande bazar de produtos variados.
Em 1964, Noronha iniciou-se no ramo de compra e venda de veículos, ainda na capital piauiense. A trajetória empresarial em São Luís começou com a inauguração da Comercial Maranhense de Veículos (Comave), em 1977. Em 1981, concretizou o sonho de uma sede própria, com a inauguração da Comave da Areinha, que mais tarde foi transferida para o São Cristóvão (Tirirical). Somente em 1993 recebeu a segunda concessão da GM, mantendo as duas: a da Areinha e a do Tirirical.
Noronha enfrentou situações adversas e muitos desafios em sua atividade comercial. Se firmou no mercado e partiu deixando um histórico de alguém que soube vencer.