Brasília – O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), disse ontem que a quadrilha dos sanguessugas se documentou para comprovar o envolvimento de parlamentares no esquema.
Para se munir se o escândalo estourasse, eles pegaram recibos e fizeram depósitos nas contas dos próprios parlamentares.
Biscaia disse que os congressistas que permitiram depósitos nas suas contas pessoais apostaram na impunidade, enquanto a quadrilha tinha como objetivo se documentar.
Relatório – O relatório final com as conclusões da CPI deverá ser votado na primeira semana de agosto. Biscaia disse que como se trata de uma comissão mista, irá seguir o Regimento Interno do Senado que permite a votação no mesmo dia da leitura do texto. O Regimento da Câmara obriga o decorrer de duas sessões se houver pedido de vista.
Biscaia defende que o relatório seja apresentado nos dias 8 ou 9 de agosto, mas o relator, senador Amir Lando (PMDB-RO), tem afirmado que só conseguirá finalizar o seu trabalho no dia 18.
Mais quatro – Mais quatro parlamentares serão notificados pela CPI dos Sanguessugas. Com isso, a lista de investigados da comissão saltará de 90 para 94. Biscaia (PT-RJ), disse que decidiu incluir no grupo de suspeitos os nomes que aparecem numa lista da CGU (Controladoria Geral da União).
Os deputados são: Aroldo Cedraz (PFL-BA), Arolde de Oliveira (PFL-RJ), Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) e João Almeida (PSDB-BA). Com exceção do progressista, todos são de partidos da oposição.