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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 27 de julho de 2006
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(drpeta@box.elo.com.br)

Caro Dr. Pêta;

O senador amapaense, José Sarney, mais uma vez fez seu teatro particular quando da tribuna do senado, na última terça-feira, denunciou um tal grampo no gabinete do vice-governador do Maranhão, Jura Filho. Sarney iniciou seu pronunciamento, como sempre, tecendo a si todos os elogios e virtudes, dizendo-se vítima de perseguição por parte do governador José Reinaldo Tavares, para em seguida fazer uma confissão de que já grampeou adversários políticos. Segundo Sarney, era comum em outrora usar dessa prática, mas por ideologia (ideologia!?), como se bisbilhotar e invadir a privacidade das pessoas fosse a coisa mais comum do mundo!

Num discurso confuso e com uma oratória pífia, por quase 14 minutos Sarney ficou balbuciando um monte de inverdades sem nenhum fundamento legal, prática já bastante comum da parte dele e do seu grupo sempre que estamos em ano eleitoral.

O “velho cacique” só não atentou ainda para o fato de que as coisas mudaram bastante no Maranhão e que o eleitor, hoje mais consciente, não aceita esses métodos politiqueiros.

O desespero parece ter tomado de vez conta do amapaense, que não poupou nem mesmo a empresa de telefonia fixa que opera em nosso Estado, acusando-a de fazer parte de um “esquema” montado por José Reinaldo com o único objetivo de persegui-lo. Sarney, que já foi considerado por alguns o grande estrategista da política nacional, na verdade não passa de um político ultrapassado, que, por falta de inteligência e criatividade para jogar com todas as cartas na mesa, hoje faz uso de estratagemas tão pouco originais que até nos deixa em dúvida se casos históricos e bem montados como Reis Pacheco e Granville que em 94 detonaram a eleição de Cafeteira ao governo, saíram do seu vasto repertório de maldades.

(Sérgio Ribeiro – São Luís)

Dr. Pêta, bom dia;

“Até quando o mundo assistirá impotente à destruição de mais um país pelos Estados Unidos? Sim, Estados Unidos! Grande parte dos armamentos utilizados por Israel foi vendida ou cedida pelo cretino do Tio Sam.

Até quando vamos assistir à cretina da Condollezza Rice dizer que “não aceita” um cessar fogo. Que moral eles têm para isso?

Até quando vamos ouvi-la falar de “paz” e ao mesmo tempo acelerar a entrega de mísseis de alta precisão a Israel?

Até quando vamos assistir aos governos retirando seus cidadãos do Líbano, enquanto deveriam estar fazendo alguma coisa para que a guerra acabasse? Quer dizer que quando todos/as os/as estrangeiros/as estiverem saído do Líbano Israel poderá destruí-lo? E os cidadãos libaneses, quem os tirará de lá? Até quando tais governantes aceitarão ser capachos do Tio Sam?

E tudo isso (centenas de mortos e muita destruição) por causa de dois soldados sequestrados? Qual louco justificaria isso? O que é mais grave, dois soldados sequestrados ou um país destruído? O que é de mais fácil solução? E quantos sequestrados os EUA mantém em Guantánamo? E o mundo nada faz...

Os soldados são apenas pretexto para manter viva a indústria do terror da qual os “combatentes do terror” (Israel/EUA) são os maiores protagonistas. Quantas industrias de material bélico não estão por trás da Rice quando ela nega cessar fogo?

Até quando vamos esperar os EUA arrumarem um pretexto semelhante (células terroristas na tríplice fronteira - Brasil, Argentina, Paraguai) para “combaterem o terror” em pleno solo brasileiro? Isto parece impensável? Até quando?”

Joilson Costa – São Luís - MA

Assistindo impotente à morte de centenas de irmãos/ãs.

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