O governo escalou os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União) para se defender do bombardeio de que está envolvido com a máfia das ambulâncias. Em coletiva de imprensa, os dois ministros divulgaram um levantamento que demonstra que prefeituras do PSDB e PFL tiveram um maior envolvimento com a Planam.
Uma lista com nomes de 33 parlamentares, identificados pelos partidos, também foi divulgada. Todos tiveram seis ou mais emendas destinadas à compra de ambulâncias que foram adquiridas pela Planam. Nesse levantamento, que inclui até mesmo um deputado morto, 13 são políticos da oposição. Hage admitiu que a intenção foi defender o governo. "Por que o governo há de ser posto na condição de réu quando foi o autor da investigação? Vamos divulgar os dados objetivos escancaradamente", disse.
O ministro criticou a CPI dos Sanguessugas que estaria vazando informações que interessam a determinados partidos. "Não se trata de jogar os sanguessugas no colo do governo, mas de se repelir o escamoteamento da verdade. A fonte da CGU não é A ou B nem de quem está interessado na delação premiada", afirmou.
As informações da Controladoria são baseadas no resultado das investigações de prefeituras escolhidas por sorteio. O ministro Thomaz Bastos foi mais cauteloso. Disse que não se trata de defender o governo, mas de fazer um "enunciado de um crime muito grande" que o Executivo está investigando.