
O balconista João Gonçalves de Paiva e Elisângela Alves de Souza foram presos em março, acusados pelo assassinato das estudantes Girlene Soares do Nascimento, 19, Maria Marta Silva Bezerra, 18, e Edinete Alves de Sousa, 19 (irmã de Elisângela). As jovens foram estupradas e mortas depois de aceitar “carona” na moto Bizz verde de João Gonçalves, que trabalhava como balconista nas lojas Triângulo, localizada no centro de Açailândia.
Os três assassinatos foram cometidos num matagal às margens de uma estradinha vicinal que dá acesso ao assentamento 50 BIS (próximo à Lagoa do Joaquim). O balconista afirmou que os três crimes contaram com a participação de sua namorada Elisângela, que teria uma “fantasia” de fazer sexo a três.
Girlene Soares do Nascimento foi morta em 12 de fevereiro de 2004. De acordo com o balconista, eram mais ou menos 19h30 quando ele viu a jovem na praça da Bíblia e se ofereceu para levá-la de moto para casa. A jovem aceitou a “carona” e no percurso João mudou o rumo e se dirigiu até o matagal. Lá, a jovem teria sido amarrada e amordaçada.
Em seguida, segundo o balconista, ele foi buscar a namorada Elisângela em casa e a trouxe ao local.
Consumado o estupro, os dois teriam decidido matar Girlene porque ela poderia denunciá-los. De acordo com o relato de João Gonçalves, um pedaço de ferro que Elisângela trazia teria servido para pôr fim à vida da estudante.
O ferro foi enfiado várias vezes em sua garganta e no tórax. João afirmou que Elisângela ainda quebrou um pedaço do espelho retrovisor da moto e o enfiou no rosto de Girlene.
O segundo assassinato do “maníaco da moto”, de acordo com seu próprio relato, ocorreu seis meses depois do primeiro, no dia 11 de agosto de 2004. Eram 11h da manhã quando ele deu “carona” em sua moto à estudante Maria Marta Silva Bezerra, que também foi abordada perto da praça da Bíblia. O “modus operandi” (maneira de agir) se repetiu, com a jovem sendo levada para o matagal, amarrada e – após João ter ido buscar a namorada para participar – estuprada e assassinada. Só mudou a arma do crime, que dessa vez, segundo João, foi um canivete.
Conforme João, sua terceira vítima, Edinete Alves de Sousa, irmã de sua namorada, ia para a escola, mais ou menos às 19h30 do dia 13 de março (uma segunda-feira), quando foi abordada por ele e aceitou “carona” em sua moto.
Segundo o balconista, sua namorada Elisângela – diferentemente das duas vezes anteriores – já o esperava quando ele chegou com a jovem no matagal. Ele estuprou e matou Edinete, golpeando-a no pescoço e no peito com o mesmo ferro (ainda não encontrado) que usou para assassinar Girlene Soares do Nascimento.
João Gonçalves de Paiva está preso numa cela isolada de outros presos na Delegacia Regional de Açailândia.