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27 de julho de 2006
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“Bandeira complicado”

Acusado de ser um dos quase 100 participantes do esquema de propina apurado pela CPI das Sanguessugas, o deputado federal César Bandeira, a propósito da nota sob o título acima, encaminhou, ontem, algumas informações à coluna, à guisa de esclarecimentos.

Afirma ter realmente destinado emendas parlamentares para os municípios de Lago da Pedra (R$ 80.000,00); Poção de Pedras (R$ 80.000,00); Primeira Cruz (R$ 200.000,00); Urbano Santos (R$ 129.600,00); e São João dos Patos (R$ 200.000,00), além da Ufma (Universidade Federal do Maranhão), R$ 80.000,00.

Segundo Bandeira, “os recursos das emendas - um total de R$ 789,6 mil - foram licitadas pelas prefeituras e pela Ufma, com a aquisição dos equipamentos e ambulâncias junto a empresas do Maranhão, conforme documentação que estou enviando à CPI”.

César Bandeira assegura, ainda, que nunca fez qualquer contato pessoal ou por telefone com a empresa acusadora [Planam], “e, segundo me foi informado pelos beneficiários, também não o fizeram”.

- Acredito que o problema tenha surgido por algum interesse contrariado” - diz o deputado, que conclui:

“Todo o Maranhão e o Brasil me conhecem no período dos 24 anos que exerço a vida publica. Com votações crescentes, eu não tenho nenhuma mácula na minha vida”, finalizou.

Reação do tucano

O deputado Aderson Lago deu ontem uma resposta a altura ao senador José Jorge, vice na chapa de Alckmin - que sugeriu, em entrevista ao jornal da família Sarney, a retirada da candidatura do maranhense - por imaginar que ela mais atrapalha do que facilita a vida de Geraldo no Maranhão:

- “Peso para o Alckmin é o próprio senador, que não tinha mais cacife para se reeleger por Pernambuco e seu nome só é lembrado como tendo sido o ministro do ‘apagão’ [como ministro das Minas e Energia, à época da crise energética), que tantos prejuízos causou ao país”.

Aderson chegou a sugerir a troca de José Jorge, na chapa do Alckmin, por outro nome mais expressivo do PFL. “Ele não contribui em nada para o Alckmin”, disparou.

Carapuça do vice (1)

A reação do governador José Reinaldo Tavares, ao ter classificado de “armação” a instalação de um suposto esquema de espionagem na residência oficial da vice-governadoria, incomodou o grupo Sarney, que entrou em desespero.

Na edição de ontem do jornal O Estado do Maranhão, o vice-governador Jura Filho voltou a dar demonstrações de que não sabe o que diz e de que está temeroso

Já sabe que o tiro saiu pela culatra.

Carapuça do vice (2)

Jura Filho afirmou que o governador o acusou de ter armado a escuta. Em momento algum José Reinaldo atribuiu o feito ao vice. Disse apenas que tudo aquilo não passava de armação e que a polícia estava atenta para encontrar os culpados, sem citar nomes.

Na tentativa de desqualificar o governador, Jura terminou apontando para si próprio as suspeitas.

E vestindo a carapuça...

Lorota no Senado (1)

Outra confissão de culpa foi a do senador José Sarney (PMDB-AP). Bem ao seu estilo, foi ‘choramingar’ na tribuna do Senado, terça-feira, dizendo-se vítima de espionagem.

Mas deixou Jura de lado e meteu-se a personagem principal. Sarney chegou a mencionar o Centro de Inteligência do Maranhão (Ciemar), criado tão somente para ser um órgão auxiliar de Segurança e de apoio na sistematização das informações do Governo do Estado.

Na verdade, o que Sarney fez foi tentar intimidar o governador maranhense.

Lorota no Senado (2)

Sarney usou como ‘prova’ de suas manjadas denúncias o fato de ter ligado para um dos seus filhos informando que iria desembarcar em São Luís e encontrar no aeroporto jornalistas querendo entrevistá-lo sobre sucessão presidencial...

Pior é que os repórteres presentes ao aeroporto Hugo da Cunha Machado quase sempre são do Sistema Mirante, pertencente à família do senador.

Sarney deu agora para fazer chacota da tribuna do Senado. Deve ser a idade...

Longe do palanque

Depois que o nome do deputado César Bandeira (PFL), que presidia o diretório estadual do PFL, foi envolvido no escândalo que culminou com a CPI das Sanguessugas, há quem aposte que Roseana Sarney não o queira mais em seu palanque.

Bandeira já teria sido forçado a se licenciar do comando do partido da candidata ao Governo do Estado, mesmo argumentando que é inocente no episódio.

Como solidariedade não é o forte do grupo, ele deve botar logo as barbas de molho...

Morte de Messias I

Do secretário geral do PT, Franklin Douglas, sobre a morte do ex-prefeito de Viana Messias Costa:

“Com sua simplicidade, Messias tinha clareza e firmeza das posições políticas que assumia.

Expressava muito bem o que era fazer a batalha da política no interior do Maranhão.

Morte de Messias II

Como prefeito - eleito e reeleito -, soube administrar seus problemas locais sem abrir mão de seus princípios, de sua filiação ao partido, de sua defesa de uma frente ampla para derrotar a oligarquia Sarney e de seu apoio a Lula. Deixará o exemplo de luta para nutrir as gerações futuras.”

Ao lado de Augusto Lobato, Silvio Bembem, Franklin Douglas, Márcio Jardim e Carlito Reis, Messias Neto defendeu a integração do PT a uma frente contra o grupo Sarney tendo o ex-prefeito de São Luís Jackson Lago como candidato a governador.

Mesmo derrotado nesta tese dentro do partido, estava em plena campanha a deputado estadual na região da baixada.

MIUDINHAS

Candidato a deputado estadual pelo PP, o radialista Tony Duarte aposta suas fichas nos milhares de garimpeiros de Serra Pelada espalhados por todo o Maranhão.

Por ter, segundo ele, um grande trabalho de apoio à luta dos garimpeiros pela organização como categoria e pelo retorno à velha e ex-rendosa mina de ouro.

A deputada Helena Heluy adiou para o início de agosto o lançamento de sua candidatura à reeleição, que aconteceria ontem, no Sindicato dos Bancários.

Helena tomou a decisão em virtude da morte do ex-prefeito de Viana Messias Neto, do PT.

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