O candidato do PSDB ao governo do Maranhão, deputado Aderson Lago, disse ontem que o senador José Jorge (PFL-PE), companheiro de chapa de Geraldo Alckmin, é “uma carga muito pesada” para o ex-governador de São Paulo, na medida em que o seu nome só é lembrado como tendo sido o ministro das Minas e Energia à época em que o país enfrentou a “crise do apagão”, que tantos prejuízos causou à população brasileira. “Acho que o PFL deveria substituí-lo por outro nome mais expressivo”, defendeu.
A declaração de Aderson Lago foi dada em resposta a uma entrevista do senador José Jorge, publicada na edição de 26/07/2006, do jornal O Estado do Maranhão, na qual faz comentários depreciativos sobre a candidatura do tucano. Entre outras coisas, José Jorge insinua que a candidatura de Aderson traz mais dificuldades do que facilidades a Alckmin e sugere que o PSDB faça uma análise sobre se essa candidatura está ajudando ou atrapalhando a campanha presidencial do partido.
Classificando o senador pefelista de “porta-voz do grupo Sarney”, Aderson disse que quem não contribui em nada para a candidatura de Alckmin é próprio José Jorge. “Segundo consta, ele não tinha mais nenhuma viabilidade para se reeleger senador por Pernambuco. E, sendo assim, ele é que se torna um pesado fardo para o Alckmin e objeto de avaliação por parte da coligação sobre a necessidade de substituí-lo”.
Sobre suas chances de crescimento ao longo da campanha, Aderson Lago disse apostar suas fichas na propaganda do rádio e da TV. “O horário eleitoral vai mostrar as nossas reais possibilidades de chegar ao segundo turno e vencer as eleições”. Nesse cenário, ele esperar dar uma grande contribuição para a eleição de Alckmin. Mas assinala que, em qualquer situação, seu nome só ajuda o candidato presidencial. “Se o PSDB não tivesse uma candidatura própria ao governo do Estado, o Alckmin nem teria palanque no Maranhão, porque é claro, cristalino, o apoio da senadora Roseana ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva”.