A cada dia mais sujeiras se acumulam nos sapatos dos candidatos do PFL do Maranhão. Todas capazes de levar para charcos intransponíveis a chamada Coligação do Mal, que reúne os partidos que gravitam em torno da candidatura de Roseana Sarney ao governo do Estado.
De um lado, o inflado deputado César Bandeira vê-se obrigado a renunciar a presidência do partido devido à notificação da CPI dos Sanguessugas, que o inclui entre os malditos que jogam sujo com a saúde do povo, pondo em risco centenas de milhares de vidas, ao usar o Orçamento Geral da União como proteína de uma experiência digna de Belzebu: a compra de ambulâncias com preços superfaturados através de recursos oriundos de emendas parlamentares. Trata-se de um crime tão grave quanto o cometido por alguns laboratórios que, no Brasil, enchiam cápsulas de antibióticos com farinha de trigo e outras substâncias sem efeito medicinal e vendiam para farmácias e hospitais, condenando os doentes à morte e a dores infernais.
Outro membro do PFL, a própria senadora Roseana Sarney, é objeto de noticia crime apresentada pelo advogado José Antônio Almeida, da coligação “O Povo no Poder”, ao Supremo Tribunal Federal. Os crimes, com penas previstas de seis meses a um ano de prisão, configuram a fraude, a adulteração e manipulação de dados de uma pesquisa do Ibope. Sem contar que o Sistema Mirante, provavelmente abusando do tráfico de influência, publicou dados que não constavam do site do Ibope, restando claro e insofismável o objetivo de confundir a população. Principalmente quando alardeou que, mesmo antes de começar a campanha, a senadora já teria espantosos, estratosféricos, astronômicos, dois milhões e 500 mil votos dos maranhenses. Um fenômeno eleitoral digno de Id Amin Dada, ditador que em uma sacrificada republiqueta africana era votado por jacarés, crocodilos, cágados e gambás, até porque tinha o poder de se comunicar com eles. Os maranhenses não merecem engodos e torturas psicológicas desse nível.
Com tais números, o mais provável é que tal pesquisa tenha se restringido aos residentes da mansão de Curupu ou aos personagens dos péssimos romances escritos por José Sarney. Esses, certamente, nunca aprenderão a votar.
Ora, quando a sujidade, a imundície, a porcaria, o excremento político tornam-se tão evidentes que se pode sentir o cheiro até nos sapatos, o mais provável é que o lamaçal esteja muito próximo de ser encontrado e que esconda muito mais sujeiras ainda do que ousamos imaginar. Observe-se que o PFL tem uma candidata a governadora cujas empresas fraudam, adulteram e manipulam informações, e um presidente envolvido com o tráfico de ambulâncias. Será, de fato, um erro muito grave eleger pessoas de personalidades tão deformadas.