Em sua primeira visita ao Maranhão como candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) acionou a cúpula do PFL para pedir a “neutralidade” da senadora Roseana Sarney (PFL) durante a campanha —o pai da senadora, o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), é um dos maiores defensores da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Diplomático, Alckmin disse que José Sarney tem o direito de “apoiar quem quiser”.
Depois de um encontro de 40 minutos, Geraldo Alckmin deixou a residência da família Sarney sem alcançar o seu objetivo e ainda ouviu da senadora, que disputa o governo maranhense pela terceira vez, que o PSDB local é “muito hostil” à candidatura dela. Roseana Sarney, que não quis falar com os jornalistas, apenas prometeu a Alckmin “continuar a conversa”.
Mesmo assim, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), que participou do encontro, ficou satisfeito. “Tudo está muito bem encaminhado [para a neutralidade], mas as conversas têm de continuar mesmo.”
A união nacional entre o PFL e o PSDB para a campanha presidencial não tem respaldo no Maranhão. No Estado, o deputado Aderson Lago, adversário político da família Sarney, é o candidato do PSDB ao governo. “Aqui não tem coligação e não terá, porque temos um nome para disputar o governo”, disse Alckmin, logo após desembarcar na capital maranhense, no começo da tarde de ontemn.
Para tentar quebrar a resistência de Roseana Sarney, que tende a apoiar a candidatura do presidente Lula, o PFL despachou para São Luís os senadores Jorge Bornhausen (SC), presidente da legenda, Heráclito Fortes (PI), Edison Lobão (MA) e José Jorge (PE), candidato a vice na chapa tucana. Na noite de anteontem, Bornhausen e Lobão tiveram um encontro preliminar com Roseana Sarney e acertaram todos os detalhes da visita de Alckmin.