O Porto do Itaqui, um dos portos mais importantes do Brasil, vai receber serviços de recuperação dos berços 101 e 102 e ganhará um novo berço, o de número 100; obras importantes que vão abrir espaço para que novas cargas, e em maior quantidade, sejam movimentadas no porto. Os contratos e ordens de serviço para o início das obras, orçadas em R$ 185 milhões, foram assinados ontem, 25, pelo governador José Reinado Tavares, pelo presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ricardo Zenni, pelo secretário de Indústria e Comércio, Ronaldo Braga e representantes das empresas que vão executar os serviços.
"Essas são obras fundamentais para que o porto cada vez mais se consolide como um dos maiores do Brasil. O porto do Itaqui é uma das maiores ferramentas de desenvolvimento que o Maranhão tem. Por meio dele vai ser construído aqui um grande parque de desenvolvimento no Estado. O Programa do álcool, lançado na segunda-feira, para implantação de 45 destilarias, só é possível por que temos aqui um porto como o do Itaqui", contou o governador. Depois da assinatura das ordens de serviço, realizada no auditório do porto, o governador fez uma visita às instalações portuárias.
José Reinaldo Tavares agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, por terem sido sensíveis às solicitações do governo do Maranhão e liberado recursos para que as obras fossem realizadas. "O porto é importante para a economia não somente do Maranhão, mas de toda uma região. Investir no porto do Itaqui é investir no desenvolvimento do Brasil", enfatizou.
O presidente do Emap, Ricardo Zenni, disse que essas obras dão suporte para novos investimentos que devem acontecer no Estado, como os de produção de Etanol. "Este ano o porto deve movimentar 13 milhões de toneladas de carga e estamos trabalhando para ampliar esse volume. Até o final do ano já vamos ter resultados positivos com a recuperação do berço 102, o que possibilitará o aumento da movimentação de carga por ele".
As empresas vencedoras das concorrências foram a Serveng Civilsan e o consórcio formado pela Andrade Gutierrez e a Construtora Odebrecht. Os termos dos contratos estabelecem duas frentes de trabalho: a construção do berço 100 e o alargamento do cais sul do porto e a recuperação dos berços 101 e 102 e a construção da retroárea dos berços 100 e 101, com 72 mil metros quadrados de área.
Com as reformas dos berços serão solucionados os problemas em dois trechos que hoje apresentam problemas estruturais e que deverão garantir tranqüilidade para movimentação de maior quantidade de cargas.
O secretário Ronaldo Braga disse que o sucesso de importantes projetos lançados pelo governo passa pelo Porto do Itaqui. "O projeto de Biocombustíveis está todo montado nessa ferramenta de escoamento que é o porto, que tem a capacidade de um dos maiores calados do mundo podendo receber e despachar navios de mais de 400 mil toneladas".