Familiares desconfiam que eles tenham sido mortos e a embarcação levada pelos assassinos
Por Jane Sousa
Estagiária do JP
Os pescadores Adílson Silva Brito, 36 anos; o irmão dele, Luís Silva Brito, 20 anos; e mais outros dois identificados apenas como Carioca e Manga, estão desaparecidos desde a última quarta-feira, 19, quando saíram do porto do Iguaíba, por volta das 14h, para uma pescaria em alto mar. Segundo familiares de Adilson e Luís, os quatro homens foram pescar em uma biana e prometeram voltar depois de dois dias, mas até o final da tarde de ontem não haviam retornado.
José da Natividade Silva Brito, irmão de Adilson e Luís, explicou que eles tinham o costume de pegar a embarcação do pai para pescar, retornando geralmente dois dias depois, o que não aconteceu na semana passada. No sábado, a família resolveu pedir ajuda do Corpo de Bombeiros para tentar localizar os pescadores.
Suspeitas - José da Natividade informou que Carioca e Manga moram na Raposa e que há cerca de um mês fizeram amizade com seus irmãos, mas que esta não era a primeira vez que os quatro saiam para pescar. "Carioca e Manga não são muito conhecidos de nossa família, inclusive fui informado de que eles já roubaram um barco e tentaram vender aqui no Iguaíba sendo que, como não conseguiram, foram para a Raposa e acabaram sendo presos. Acho que eles devem ter feito alguma coisa com meus irmãos, por causa da embarcação", frisou.
Na tarde de ontem, 24, havia uma grande movimentação de populares no porto do Iguaiba, onde todos aguardavam por notícias. Durante a permanência da equipe do Jornal Pequeno no local, cerca de três horas, não havia ninguém do Corpo de Bombeiros e nem da Capitania dos Portos efetuando buscas na área, somente alguns pescadores é que passaram o dia inteiro na tentativa de localizar os desaparecidos. "Hoje não passou ninguém por aqui, nem do Corpo de Bombeiro nem da Capitania, eles apenas informaram por telefone que não tinham notícias", disse José Brito.
Capitania dos Portos - A equipe do JP ainda tentou buscar informações sobre o caso do desaparecimento dos pescadores na Capitania dos Portos, mas foi informada de que apenas o capitão Ricardo Aquiles é quem poderia prestar os esclarecimentos, porém ele se encontrava em reunião.