O governador José Reinaldo Tavares lançou ontem, 24, no Palácio Henrique de La Rocque, o Programa Maranhense de Produção de Biocombustíveis, que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva do Etanol no Estado e a geração de cerca de 120 mil empregos, nos próximos cinco anos. A solenidade contou com participação de empresários, políticos e secretários de Estado.
"O Maranhão tem todas as condições de fazer um grande programa de inclusão social por meio da agroindústria. É isso que estamos tratando neste momento com a certeza de que esse programa poderá gerar muito emprego e renda para a população", disse o governador.
Um estudo encomendado pelo governo e realizado pelo Pólo Nacional de Biocombustíveis, apresentado durante a solenidade de lançamento do programa, mostra que o Maranhão tem grande potência para produção desse combustível. O estudo foi coordenado pelo professor Weber Amaral, doutor e mestre pela universidade de Harvard, USA e diretor do pólo.
"O potencial do Maranhão é muito promissor com grande capacidade para alavancar a produção de cana-de-açúcar no Brasil. O governador José Reinaldo Tavares está exercendo muito bem o papel de facilitador para atrair investidores para o Estado com políticas públicas que fomentam o desenvolvimento desse setor", disse Weber Amaral.
De acordo com o estudo do potencial de produção de etanol no Maranhão, utilizando apenas metade da área identificada como de alta aptidão - 1,2 milhão de hectares - é da ordem de 45 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Para produzir essa quantidade de cana-de-açúcar são necessários cerca de 57 mil empregos diretos e geração de 62 mil empregos indiretos.
Em um cenário em que metade dessa matéria prima seja processada para produção de etanol, o potencial de produção é de 2 bilhões de litros, ou seja, 13% da produção nacional atual. O estudo levantou ainda os principais aspectos logísticos de distribuição do etanol para atendimento do mercado interno e externo. De acordo com os resultados obtidos estão sendo coordenados esforços governamentais e firmadas parcerias com o setor privado e financeiro para consolidar essa cadeia produtiva na região.
As ações consideram o escoamento da produção para o mercado externo por meio do Porto do Itaqui, uma das grandes vantagens comparativas que o Estado do Maranhão oferece para o acesso aos mercados internacionais; e a grande disponibilidade de áreas agrícolas aptas para produção em larga escala de cana-de-açúcar, com acesso à infra-estrutura ferroviária já instalada.