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Repercute a III Parada Gay, que reuniu quase 100 mil em São Luís

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Data de Publicação: 18 de julho de 2006
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Movimento contra o preconceito bate recorde e arrasta multidão na Litorânea

Repercute em todo o Estado a III Parada do Orgulho pela Diversidade Sexual, que agitou a avenida Litorânea, na tarde do último domingo e reuniu, de acordo com cálculos dos organizadores, um público estimado em quase 100 mil pessoas. O ato público - realizado em sua terceira edição - transformou-se num animado espetáculo de cores, ritmos e trajes exóticos. A concentração dos manifestantes começou por volta do meio-dia, entre as praias do Calhau e de São Marcos, e logo se estendeu por toda a avenida Litorânea, com diversos trios elétricos e carros de som.

O evento, que também atraiu diversos candidatos às eleições do próximo dia 1 de outubro, surpreendeu pela adesão de pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais, muitas delas simpatizantes, líderes e militantes de movimentos populares que atuam em bairros da capital maranhense.

A III Parada Gay de São Luís, promovida pela ONG Gayvota, que defende os direitos do grupo GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) no Maranhão, teve a presença da ex-secretária de Solidariedade Humana do Estado, Alexandra Tavares; de Eurídice Vidigal, esposa do candidato a governador da coligação "O povo no poder", Edson Vidigal, e de um grande número de assessores e colaboradores do governo. Os organizadores destacaram que a III Parada contou também com o apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, do governo do Estado e de vários grupos organizados da sociedade civil.

Dirigentes do grupo Gayvota ressaltaram que o evento, com o tema 'Homofobia é crime", foi mais uma vez concebido com o propósito de sensibilizar a sociedade maranhense para a necessidade de vencer o preconceito que, segundo assinalaram, precisa ser substituído pelo respeito à diversidade sexual. "A palavra-chave da nossa luta é respeito; respeito à diversidade, e repúdio à violência, ao preconceito e à discriminação", declarou Carlos Garcia, um dos coordenadores do Gayvota. Ao longo da caminhada pela Litorânea, os manifestantes revelaram o propósito de denunciar todas as formas de violência que atingem os homossexuais em São Luís, seja ela física ou verbal. "E nosso público alvo é a própria família, pois muitas vezes o preconceito começa por ela", frisou Ayrton Ferreira, um dos líderes do movimento.

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