O Ministério das Minas e Energia, por meio da Eletronorte, deve desenvolver, nos próximos meses, vários projetos de energia alternativa em comunidades isoladas do interior do Estado que não dispõem de energia elétrica convencional.
O principal é um fogão doméstico - que funciona como uma mini-usina geradora de energia - capaz de, com apenas 1 kg de lenha, cozinhar café, almoço, jantar e ainda carregar, através de vapor, uma bateria de 500 Watts, com capacidade para abastecer uma casa por uma noite.
Foi o que revelou, na tarde de quarta-feira, 12, durante audiência pública, promovida pela Comissão de Meio Ambiente, Minas e Energia da Assembléia Legislativa, o gerente de desenvolvimento Energético das Comunidades Isoladas (EEGD), Ércio Muniz Lima.
Segundo Ércio, o programa "Luz para Todos", coordenado pelo Ministério das Minas e Energia, tem a necessidade de, depois de levar junto com a Cemar toda a energia convencional para localidades, usar fontes renováveis para atender as comunidades isoladas.
Com relação ao fogão doméstico, Ércio esclareceu que ele é ainda um projeto experimental da Eletronorte, testado com grande sucesso em comunidades isoladas do Acre. "Traremos uma unidade do fogão ao Maranhão para iniciar os estudos", prometeu.
Para o deputado Domingos Dutra (PT), a audiência pública valeu a pena, pois todos os participantes tiveram oportunidade de conhecer os principais projetos de energia alternativa desenvolvidos pelo Ministério das Minas e Energia, para atender as comunidades isoladas.
Durante a palestra, Ércio Muniz mostrou como o Ministério das Minas e Energia desenvolve, em todo o país, vários projetos de geração de energia alternativa por meio do babaçu, lenha, batata, caroço de juçara, serragem de madeira, mamona e outros.
Participaram da audiência, o diretor de Engenharia da Eletronorte, Omar Barroso Maia Júnior, Evandro Chagas, representando o secretário de Ciência e Tecnologia, Othon de Carvalho Bastos e várias pessoas ligadas ao assunto da capital e do interior do Estado.