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CRO e MP fecham consultório clandestino no Bequimão

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Data de Publicação: 13 de julho de 2006
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Ação conjunta do Conselho Regional de Odontologia do Maranhão (CRO-MA), Vigilância Sanitária e Ministério Público interditou, na manhã de ontem, 12, consultório irregular localizado na avenida 1, n° 390, no Bequimão.

A Vigilância Sanitária apreendeu os equipamentos utilizados pelo falso dentista e lacrou o local. A clínica funcionava há pelo menos seis meses numa das dependências da casa.

O falso dentista conseguiu fugir do local, após o flagrante, enquanto o cunhado dele foi preso porque criou obstáculo à ação das autoridades, facilitando a fuga do falso dentista, e ainda resistiu à ordem de prisão. Ele foi levado para a delegacia do Bequimão, de onde só pode sair mediante pagamento de fiança.

Esse tipo de ação só pode acontecer quando há denúncia, pois os falsos dentistas atuam de forma ilegal, em locais clandestinos, a maioria das vezes sem placas de identificação. O Conselho não tem controle sobre eles.

De acordo com Mário Pinheiro Carvalho, da Comissão de Fiscalização do CRO-MA, com esse tipo de ação, a entidade pretende combater o exercício ilegal da profissão, evitando com isso perigos à população atendida por esses falsos profissionais. "Além da inabilidade profissional, optar por consultórios irregulares é correr o risco de sofrer danos físicos, tais como paralisia facial e infecções graves, tais como hepatite C e Aids", alertou.

É importante que a população também faça uma consulta ao CRO para que se assegure a idoneidade do profissional e denuncie caso desconfie de quem fez a consulta odontológica. O telefone para denúncia 3227.1920.

Parceria - O Conselho Regional de Odontologia do Maranhão firmou parceria com o Ministério Público e Vigilância Sanitária desde o ano passado, pois não tem poder de polícia para interditar clínicas.

Este mês, em audiência com o sub-secretário de Segurança, Aurélio Queiroz, e o delegado geral, Manoel Almeida, o presidente do CRO-MA, Cláudio Nogueira, apresentou uma proposta de parceria, aos moldes da que já existe com o Ministério Público e Vigilância Sanitária. Tanto o sub-secretário quanto o delegado geral sinalizaram de forma positiva à proposta.

O delegado ressaltou que a parceria é interessante, pois o CRO já entrega a denúncia formalizada para a polícia. "Quando a denúncia chega à polícia, é só executar, já que a denúncia parte do Conselho, e não há porque se preocupar com a veracidade dela", e completou "A parceria facilita, dá suporte e apoio, sozinho não se pode resolver nada", conclui Manoel Almeida.

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