Dois postos estão comercializando o produto ao preço de R$ 2,69, enquanto a maioria continua revendendo a R$ 2,74 o litro
POR AURELIO CARVALHO
Pelo menos dois postos de combustíveis da capital baixaram o preço da gasolina, desde a manhã de ontem, 12. Os postos Makro (Angelim) e Internacional (Cohab) estão abastecendo com gasolina a R$ 2,69 o litro, enquanto a maioria dos outros postos da cidade, como o Posto Cristina e Posto Americano 5 (Cohama) e Posto Angelim (Angelim), continuam revendendo gasolina a R$ 2,74 o litro.
Concorrência - O gerente do Posto Internacional, Gustavo Magalhães, disse que baixou o preço da gasolina para poder concorrer com o Posto Makro - seu principal concorrente direto. O gerente contou que desde o início do mês de julho deste ano, o litro da gasolina estava custando R$ 2,74. Mas, devido à concorrência, reduziu o valor para R$ 2,69. "Tomamos uma decisão consciente e dentro das nossas possibilidades. O resultado está sendo satisfatório. Em menos de doze horas, o movimento aqui no posto aumentou consideravelmente e não temos previsão para a mudança no preço da gasolina", disse Gustavo Magalhães.
O gerente do Posto Makro, o primeiro em São Luís a reduzir o preço da gasolina, não quis dar entrevista, alegando que não tinha nada a declarar sobre o assunto.
Consumidor - Segundo o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, a redução está havendo porque, primeiramente, as distribuidoras resolveram baixar seus preços, que hoje variam de R$ 0,02 a R$0,03 por litro. Por cauda disso, alguns revendedores estariam repassando a redução ao consumidor.
Mesmo com essa diminuição no preço da gasolina, o Sindicato alerta os consumidores sobre como é feita a distribuição de impostos em cima de cada litro, chamando a atenção para a distribuição desproporcional dos impostos.
De acordo com o Sindicato, para cada litro de gasolina que custe em média R$ 2,80, o consumidor paga R$ 0,76 de ICMS; e R$ 0,43 de Cide, PIS e Cofins, totalizando R$ 1,19. Isso significa dizer que para cada litro a R$ 2,80, o posto tem um lucro de R$ 1,61.
Já o governo, segundo informações do Sindicato, fica com 42,5% do valor do litro e os 57,5% restantes são divididos com exploração, transporte, refino do petróleo, lucro da Petrobras, transporte de gasolina para as distribuidoras, remuneração das distribuidoras, transporte para os postos e remuneração dos postos revendedores, além da compra de álcool anidro.