Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,946
Edição 21,946

Esporte
Cannavaro diz que título compensa a Copa de 90
Buffon admite que denunciou Zidane
Joseph Blatter diz que Portugal foi exemplo de fair play na Copa
Brasil e Espanha vencem o Prêmio Fair Play da Fifa
Para torcedores, tetra não impede limpeza no futebol italiano
Luis Felipe manifesta sua vontade de ficar em Portugal
Comerciário ganha 1º turno
América é o campeão do Cinquentão
Apal é campeão da Copa César Bragança
Ceará é campeão Máster da Copa César Bragança
Home » Edições » 2006 » Julho » Edição 21,946 » Esporte

ITÁLIA É TETRACAMPEÃ - Campeões do mundo podem ser punidos ainda hoje

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 10 de julho de 2006
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Itália supera tabu, vence França nos pênaltis e é tetracampeã do mundo

Demorou 24 anos, mas, enfim, os italianos podem novamente soltar o grito de "campeão mundial de futebol". Na final da Copa do Mundo de 2006, em Berlim, neste domingo, a Itália venceu a França por 5 a 3 nos pênaltis, depois de um 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e se tornou a segunda seleção do mundo a conseguir quatro títulos mundiais.

Esta foi a primeira vez em que a Itália conseguiu sair vencedora de uma decisão por pênaltis numa Copa do Mundo. A seleção acumulava uma série de três eliminações neste tipo de disputa: 1990, contra a Argentina, 1994, diante do Brasil e 1998, para a própria França. Nada melhor que um dia especial como o de hoje para superar um tabu tão indigesto.

O jogo mais importante do futebol italiano desde 1982 começou muito movimentado e, antes dos 20 minutos, já estava empatado em 1 a 1. Com um pênalti discutível, aos 7min, Zidane, cheio de categoria, abriu o placar e se tornou o quarto jogador a marcar gols em duas finais de Copas --os outros são Vavá, Pelé e o alemão Breitner. Aos 19min, o mesmo Materazzi que participara do lance do pênalti, aproveitou um escanteio para empatar, com uma potente cabeçada, e definir o placar do primeiro tempo.

A França criou as as melhores jogadas da etapa final, enquanto a Itália ameaçou apenas em cruzamentos à área. O gol, contudo, não saiu e o jogo seguiu à prorrogação, em que os franceses continuaram mais próximos de marcar, mas não conseguiram e acabaram decidindo o título com os italianos nos pênaltis.

Nas cobranças, Pirlo fez o primeiro da Itália e Wiltord empatou. Em seguida, Materazzi fez e Trezeguet mandou no travessão, deixando a Itália na frente. De Rossi e Abidal aproveitaram seus tiros, assim como Del Piero e Sagnol. No pênalti decisivo, Grosso bateu bem, no canto esquerdo de Barthez e deu o tetra aos italianos.

Com o triunfo, a Itália iguala o feito do Brasil em 1994, quando, após um jejum de 24 anos, a seleção de Carlos Alberto Parreira superou a própria Itália na final, redimindo-se do fiasco de quatro anos antes, quando fora eliminada nas oitavas-de-final, pela Argentina. Exatamente como a Itália, que, em 2002, sucumbiu, na mesma fase, diante da Coréia do Sul.

Mais do que isso, a conquista acaba por dar razão àqueles que, antes do início do Mundial, usavam a Copa de 1982, em que os italianos conquistaram o tri, para motivar a "Azzurra". Entre outras semelhanças, assim como naquele ano a delegação italiana chegou à Alemanha em meio a um ambiente conturbado por um escândalo interno de manipulação de resultados em seu campeonato nacional.

No banco italiano, Marcello Lippi entrou definitivamente para a história do futebol, tornando-se o primeiro treinador a ser campeão mundial por um clube --Juventus, em 1996-- e por uma seleção.

Agora, a Itália só enxerga o pentacampeão Brasil à sua frente em número de conquistas, ultrapassando a tricampeã Alemanha, os bicampeões Argentina e Uruguai, e França e Inglaterra, que ganharam uma Copa do Mundo cada uma.

Do lado derrotado, a França não conseguiu repetir, fora de casa, o feito de oito anos atrás, quando venceu um Mundial pela única vez. Entre os remanescentes daquela conquista, Zidane, o mais famoso e talentoso atleta francês, despediu-se dos gramados sem a glória que desejava. Ao contrário, foi expulso aos 5min do segundo tempo da prorrogação, após cabeçada em Materazzi.

Ficha Técnica

ITÁLIA 1 x 1 FRANÇA

(5 x 3, nos pênaltis)

ITÁLIA: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Perrotta (Iaquinta), Gattuso, Pirlo e Camoranesi (Del Piero); Totti (De Rossi) e Luca Toni. Técnico: Marcello Lippi

FRANÇA: Barthez, Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Makelele, Vieira (Diarra) e Zidane; Ribery (Trezeguet), Henry (Wiltord) e Malouda. Técnico: Raymond Domenech

Árbitro: Jorge Larrionda (ARG)

Assistentes: Dario Garcia (ARG) e Rodolfo Otero (ARG)

Cartão vermelho: Zidane (FRA).

Gols: Zidane (de pênalti), aos 6 minutos; e Materazzi, aos 18 minutos do 1º tempo. Gols nos pênaltis: Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso marcaram os gols do time vencedor. Wiltord, Abidal e Sagnol assinalaram para a França. Trezeguet chutou o segundo pênalti no travessão.

CAMPANHA DA ITÁLIA:

1ª fase: Itália 2 x 0 Gana, Itália 1 x 1 Estados Unidos e Itália 2 x 0 República

Oitavas-de-final: Itália 1 x 0 Austrália

Quartas-de-final: Itália 3 x 0 Ucrânia

Semifinal: Itália 0 x 0 Alemanha (2 x 0, na prorrogação)

Final: Itália 1 x 1 França (5 x 3, nos pênaltis)

Classificação final da Copa:

1º Itália; 2º França; 3º Alemanha; 4º Portugal; 5º Brasil; 6º Argentina; 7º Inglaterra; 8º Ucrânia; 9º Espanha; 10º Suíça; 11º Holanda; 12º Equador; 13º Gana; 14º Suécia; 15º México; 16º Austrália; 17º Coréia do Sul; 18º Paraguai; 19º Costa do Marfim; 20º República Tcheca; 21º Polônia; 22º Croácia; 23º Angola; 24º Tunísia; 25º EUA; 26º Irã; 27º Arábia Saudita; 28º Japão; 29º Trinidad e Tobago; 30º Costa Rica; 31º Togo e 32º Sérvia e Montenegro

ARTILHEIROS: 5 gols- Miroslav Klose (Alemanha); 3 gols- Thierry Henry (França), Zinedine Zidane (França), Fernando Torres (Espanha), Lukas Podolski (Alemanha), Maxi Rodriguez (Argentina), Ronaldo (Brasil), Hernan Crespo (Argentina) e David Villa (Espanha); 2- Bastian Schweinsteiger (Alemanha), Marco Materaazi (Itália), Luca Toni (Itália), Patrick Vieira (França), Tomas Rosicky (República Tcheca), Tim Cahill (Austrália), Paulo Wanchope (Costa Rica), Omar Bravo (México), Agustin Delgado (Equador),

Carlos Tenorio (Equador), Bartosz Bosacki (Polônia), Steven Gerrard (Inglaterra), Aruna Dindane (Costa do Marfim), Andriy Shevchenko (Ucrânia), Alex Frei (Suíça), Adriano (Brasil) e Maniche (Portugal)

EXPULSÕES: 28 (recorde)

Todas as finais das Copas do Mundo:

1930: Uruguai 4 x 2 Argentina

1934: Itália 2 x 1 Tchecoslováquia

1938: Itália 4 x 2 Hungria

1950: Uruguai 2 x 1 Brasil

1954: Alemanha Ocidental 3 x 2 Hungria

1958: Brasil 5 x 2 Suécia

1962: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia

1966: Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental

1970: Brasil 4 x 1 Itália

1974: Alemanha Ocidental 2 x 1 Holanda

1978: Argentina 3 x 1 Holanda

1982: Itália 3 x 1 Alemanha Oc.

1986: Argentina 3 x 2 Alemanha Oc.

1990: Alemanha Oc. 1 x 0 Argentina

1994: Brasil 0 x 0 Itália

(3 x 2, nos pênaltis)

1998: França 3 x 0 Brasil

2002: Brasil 2 x 0 Alemanha

2006: Itália 1 x 1 França

(5 x 3, nos pênaltis)

TÍTULOS:

• Brasil: 5

• Itália: 4

• Alemanha: 3

• Argentina e Uruguai: 2

• França e Inglaterra: 1

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br