Mais uma mansão é construída pelos Sarney na ilha de CurupuAINDA QUEREM MAIS?
Entre os bens, a família possui cinco emissoras de TV, 14 rádios, mansões, uma ilha e sociedade em várias empresas
Em entrevista a um jornal local, durante o governo Roseana Sarney, o ex-gerente de Planejamento, marido e sócio da então governadora, Jorge Murad, declarou publicamente não considerar negativo que alguém more em casa de palha. Em novembro do ano passado, o senador João Alberto (PMDB-MA) afirmou, sem constrangimento: “os maranhenses gostam de morar em casa de taipa, hábito herdado dos escravos e dos índios”.
Enquanto milhares de maranhenses passam fome e moram em beira de estradas, em casas feitas de barro, cobertas de palha ou em palafitas, em condições subumanas, a família Sarney/Murad acumulou, ao longo de 40 anos, um patrimônio avaliado em 150 milhões de reais. Enquanto na casa do pobre, a esperança de ter pelo menos o almoço para os filhos é a maior ambição do dia, na família Sarney/Murad a expectativa de ver pronta mais uma mansão construída na ilha de Curupu foi comemorada, em grande estilo, com direito a champagne Velve Clicquot. A foto abaixo mostra a nova casa da ilha, de propriedade da família Sarney, a mansão do casal Roseana Sarney/Jorge Murad. Aliás, foi o próprio ex-senador Cafeteira, hoje aliado do grupo Sarney, que chegou a declarar sobre Roseana Sarney: “Essa moça só tem uma amiga, a viúva Clicquot”.
A efervescência cada vez maior do clima anti-Sarney no Maranhão tem provocado uma enorme conscientização popular. As pessoas já não temem represálias ou ameaças. “Eles debocham da gente, quando jogam na nossa cara todo esse patrimônio. Isso é um absurdo. Eles têm até uma ilha! Enquanto isso nós não temos emprego, a saúde e educação são deficientes. Tudo por conta desse grupo que manda no Estado há décadas”, indignou-se a estudante Fabiana Silvestre Coelho.
Um advogado que pede para não ter seu nome citado na matéria, afirma: “Agora que o Zé Reinaldo rompeu com o Sarney, o povo não quer mais baixar a cabeça. É uma vergonha o Maranhão ter tido um presidente da República e continuar assim tão miserável”.
Em 2001, Roseana Sarney deixou o Maranhão como o Estado mais pobre de toda a Federação. Se fosse um País, teria à época um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) semelhante ao do Congo. Se o Estado fosse separado do Brasil, seria o país mais miserável da América Latina, ficando à frente apenas do Haiti. Entre 1992 a 1999, o Maranhão foi a única unidade da Federação em que a população teve queda de renda; ou seja, os maranhenses ficaram mais pobres. Nessa época, mais de 62% da população viviam abaixo da linha da pobreza.
Os donos do Maranhão
Em 2002, a revista Veja fez um levantamento do patrimônio da Família Sarney. A soma total chegou a R$ 125 milhões. Há suspeitas de que o patrimônio que está em nome de outras pessoas chegue a 150 milhões de reais. O Grupo Sarney Murad possui cinco emissoras de TV, que integram o Sistema Mirante e transmitem a programação da Rede Globo para todo o Maranhão, além de 14 emissoras de rádio. Foi com base nisso que a revista Caros Amigos, que também fez uma profunda investigação dos bens da oligarquia, afirmou: “nenhuma família brasileira tem nas mãos tantos meios de comunicação em um mesmo Estado como o Maranhão”.
Se somarmos os imóveis de propriedade da família, o número pode não parecer tão grande, mas o valor e a suntuosidade das edificações jamais passariam despercebidos. Para se ter uma idéia, em São Luís a família possui uma mansão no Calhau e duas na praia do Olho d´Água, bairros que possuem o metro quadrado mais caro do todo Maranhão. A mansão no Calhau está localizada de frente para o mar, num terreno de 20 mil metros quadrados. As outras duas (uma do casal Fernando Sarney e Teresa Murad e outra de Ricardo Murad) ocupam cada um quarteirão inteiro.
“Essa família é muito gananciosa. Eles não se contentam com pouco. Mas um dia isso vai acabar. A Justiça deveria era bloquear os bens deles e fazer uma grande investigação”, sugere o comerciário Jonatan Almeida Filho. E as mansões não ficam somente no limite de São Luís. O senador José Sarney e sua filha Roseana Sarney possuem mais duas na Ilha de Curupu. Em Brasília, a família possui duas mansões no Lago Sul (região onde moram ministros e altos empresários do Distrito Federal) e um imenso sítio, batizado de Pericumã, nas cercanias da Capital Federal. No Rio de Janeiro, o endereço da família é no Bairro do Leblon e uma casa no badalado balneário de Búzios. E ainda tem as empresas nos ramos de hotelaria, construção civil, comércio.
Mas entre todos os bens da família, o mais escandaloso é o Convento das Mercês. O prédio público e tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional foi tomado ilegalmente por Sarney. O governo do Estado pagou mais de U$ 9 milhões e meio para reformar o prédio e depois entregar nas mãos do senador pelo Amapá. E para quem acha que uma ilha particular, mansões em vários estados não é o suficiente, o senador José Sarney já encomendou o seu mausoléu no Convento das Mercês. Afinal de contas, o próprio senador em entrevista à revista Carta Capital, afirmou que não vê nada de errado em ser enterrado no Convento das Mercês para facilitar a “peregrinação dos maranhenses apaixonados por ele após a sua morte”.

27 de julho de 2009 as 12:43
Veuve Clicquot: é assim que se escreve corretamente o nome da casa de champanhe (e da marca homônima) de Reims, França. É o que há de melhor! ...
Talvez não seja apropriado combiná-lo com arroz de cuxá ou bolo de tapioca.
A desigualdade social é um escândalo nacional. Eu acredito que, possivelmente, a EDUCAÇÃO poderia (e muito!) contribuir para reverter tamanha injustiça num país tão rico como é o Brasil.
Santé!
6 de agosto de 2009 as 07:44
A forma como é escrita a reportagem associa a riqueza à maldade e roubo, e não é assim. Tem dinheiro quem trabalha, se esforça, e muitas vezes se arrisca sem garantia de retorno! Culpar os Sarney ou qualquer outro por ter dinheiro, casas e afins é uma estupidez. O próprio povo que agora clama por justiça é o primeiro a se atirar em qualquer bolsa-mendigo que o governo oferecer.
Muito mais útil é explicitar as acusações e improbidades cometidas por esta gente da forma mais clara e direta possível, ao invés de tentar indignar as pessoas com a relação de bens deles.
10 de agosto de 2009 as 23:41
O Daniel me explica como faz pra ter tudo isso ganhando entre 8 e 10 mil por mês?
Como diz na reportagem, ele arrecadou R$ 150.000.000,00 em 40 anos. R$ 3.750.000,00 por ano!!! ou prefere R$ 312.500,00 por mês!!!! Detalhe, durante 40 anos...
Se ele roubou???
25 de agosto de 2009 as 07:29
É necessário que o povo sofrido do Maranhão tome uma posição com tanto desmandos da família Sarney. Ter dignidade é se amar primeiro. Esta quadrilha não pode continuar usando a gente deste Estado e em troca lhes oferecer apenas migalhas. BASTA!