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24 de março de 2006
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Que besteira é essa?

Das mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados relativas às eleições deste ano, não há coisa mais estapafúrdia do que a proibição de divulgar pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem o pleito.

A decisão ainda precisa do aprovo do Senado, mas isso é um retrocesso. Principalmente contra a liberdade de expressão e o direito de informação. O eleitor, numa campanha eleitoral em que quase sempre pouco se esclarece sobre as pretensões deste ou daquele candidato, tem nas pesquisas um norte, um ombro em que se apoiar na hora do voto.

Uma coisa o Congresso Nacional já deveria saber: não é por causa desse cerceamento que as pesquisas deixarão de ser contratadas e realizadas na proximidade do pleito.

Melhor seria que fossem pela via legal, passando pela ‘fiscalização” da Justiça Eleitoral, que já cobra uma série de requisitos para que elas sejam realizadas, como nome do contratante, metodologia e outras exigências, como disponibilizar o relatório para qualquer eleitor, candidato ou partido político. Não sendo assim, abre-se espaço para o amadorismo e a falta de ética. E o que sairá disso virá em forma de disse-me-disse, para, aí sim, confundir a cabeça do eleitor.

Por fim, não custa nada perguntar: se a derrubada da verticalização não passou em todas as esferas do Judiciário, por quebrar o princípio da anualidade, por que as regras aprovadas, agora, pelo Congresso ou pela própria Justiça deverão valer? Afinal, estamos a menos de sete meses das eleições de outubro...

O Senado ainda tem tempo de corrigir essa besteira. Que em nada aperfeiçoa o processo eleitoral vigente.

Cadê as pesquisas?

Por falar em pesquisas, tem uma aí, contratada por um certo grupo político antigo a um determinado instituto, também velhinho, cujo relatório já deu mofo, e o bicho não sai.

Assim como não saem as definições sobre quem será candidato a vice, senador e outros negócios.

Até a candidatura para governador ou governadora estaria indefinida, depois de expedido o danado do relatório...

Assediado

A jornalista Blanche Amâncio, da Texto & Cia. Comunicação, de Ribeirão Preto, ficou impressionada com a receptividade que teve o governador José Reinaldo, ao chegar ao local onde se realiza, desde ontem até hoje, o seminário “Cenários da Safra Canavieira 2006/2007”.

“Todos as equipes de televisão presentes correram para entrevistar o governador, que também foi requisitado para dar entrevistas em separado, como as concedidas à Record nacional e à Band de Ribeirão Preto”, informou ela em e-mail à Secretaria de Imprensa.

Segundo Blanche, a expectativa foi gerada porque a mídia antecipou o tema da palestra do governador: sobre um projeto arrojado para atrair investimentos para o Maranhão no setor sulcro-alcooleiro,

Conversa fiada

Conversa entre um repórter do sistema oligárquico e um deputado “peso pesado” do PFL, esta semana, na ante-sala do plenário da Assembléia: Repórter: Com quatro deputados peladinhos, o PFL vai ter que se lançar nos braços do PSDB, se quiser manter a sua bancada na Assembléia.

Deputado: Como analista político, você prova que não entende nada de política.

Moral da história: o PFL anda pela hora da morte, mas finge que está bem de saúde.

Casuísmo

Do deputado Pavão Filho, sobre a manutenção da regra da verticalização:

“Em tese sou contra a verticalização, mas apoio a decisão do Supremo. A Câmara teve quatro anos para aprovar uma emenda que já havia passado pelo (crivo do) Senado desde 2002”.

Em outras palavras, a Câmara queria enterrar um casuísmo na goela do eleitor.

Verticalização

Entre os deputados estaduais, o assunto da vez ontem foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo a verticalização para a eleição deste ano.

Não houve sessão ordinária por conta da solenidade de entrega do Título de Cidadão maranhense ao auxiliar da Arquidiocese de São Luís, dom Geraldo Dantas de Andrade, mas os parlamentares que compareceram repercutiram a decisão.

Para o deputado Paulo Neto (PSB), por exemplo, a validade da verticalização agrada a maioria. Otimista, ele acredita que a provável coligação PT/PSB/PCdoB/PL eleja de sete a oito candidatos.

Força da Justiça

Para a deputada Helena Heluy (PT), a verticalização foi mantida pelo STF por força da Justiça, já que a emenda aprovada pelo Senado feria a cláusula da anualidade.

Ela é a favor de que, no Maranhão, o PT coligue com o PSB, que faz parte da base do governo Lula, e defende a candidatura do ministro do STJ, Edson Vidigal, ao governo do Estado.

Mas ponderou que somente o Encontro Estadual do partido, que acontece nos dias 8 e 9 de abril, é que vai definir o direcionamento dos petistas no Maranhão

Comissões

Deve sair na próxima semana a definição sobre as comissões técnicas da Assembléia Legislativa.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que atualmente é presidida pela deputada Telma Pinheiro (PSDB), é uma das mais disputadas.

Nos bastidores, os deputados Paulo Neto (PSB) e Carlos Braide (PDT) articulam suas indicações pela base governista. Os parlamentares estão se reunindo frequentemente para decidir quem ficará com o quê. Mas, no final, tudo deve acabar em consenso.

Despedida

O deputado Antonio Bacelar (PDT) já começou a se despedir do parlamento.

Como o titular Arnaldo Melo (PSDB) vai se desincompatibilizar do cargo de secretário de Cidades e Municípios do governo, no dia 31 de março, para disputar a reeleição, Bacelar volta para a suplência a partir do dia primeiro de abril.

No período em que ficará longe do parlamento, o suplente vai intensificar as articulações políticas nas bases, principalmente, no Baixo Parnaíba e no Sertão, tentando voltar outra vez como titular.

MIUDINHAS

*** Coroatá e Vargem Grande são os dois municípios maranhenses incluídos entre os 60 da relação das cidades que receberão fiscalização especial da Controladoria Geral da União (CGU).

*** O sorteio público foi realizado ontem, no auditório da Caixa Econômica Federal, em Brasília.

*** Em Anajatuba, não convidem mais para a mesma mesa: o presidente da Câmara Municipal, vereador “Toca”; o vice-prefeito “Cafezinho” e o prefeito Dr. Niltinho.

*** Desde ontem, o trio deixou de fumar o cachimbo da paz, depois de disputar as eleições municipais passadas em perfeita e mútua colaboração.

*** Lá, o vice-prefeito é pai do presidente da Câmara.

*** Correu uma conversa, ontem, nos meios políticos, difícil de acreditar: Sarney teria transferido o seu domicílio eleitoral para Balsas, já de olho no Maranhão do Sul...

*** Será?

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