
O dia 5 de dezembro de 2006 marcou mais uma data histórica para a saúde do Maranhão. Coube ao governo José Reinaldo Tavares realizar um sonho de mais de 20 anos, ao inaugurar a Escola Técnica do SUS (ETSUS) – “Dra. Maria Nazareth Ramos de Neiva”, que terá a grande missão de qualificar profissionais de nível médio que fazem a saúde do estado.
Foi uma solenidade marcada pela emoção, pois além da entrega desta grande obra, fez-se uma justa homenagem póstuma à médica pediatra Maria Nazareth Ramos de Neiva, falecida em 1994, mas que deixou um legado de relevantes serviços prestados ao estado.
Os familiares da médica agradeceram ao governador José Reinaldo Tavares e à secretária de Estado da Saúde, Helena Duailibe Ferreira, pelo reconhecimento do trabalho realizado pela maranhense natural de Santa Quitéria, que agora empresta seu ilustre nome à Escola.
O governador José Reinaldo Tavares fez questão de destacar a importância da profissional competente que foi Maria Nazareth Ramos de Neiva. “Temos agora o compromisso de continuar realizando o seu trabalho em prol dos mais carentes”, afirmou o chefe do Executivo estadual.
Para o governador, a implantação da Escola do SUS se constitui “como importante passo para se combater os baixos indicadores sociais do Maranhão, uma iniciativa que visa melhorar o atendimento da população na área de saúde. Não temos dúvida que a Escola irá formar um exército de multiplicadores por todo o Maranhão”.
Inicialmente, serão qualificados 16 mil agentes de saúde pública, 442 técnicos de higiene bucal e 500 técnicos de enfermagem, além outras categorias de trabalhadores que fazem a saúde da população dos 217 municípios do Maranhão.
Para atender a essa demanda, a Escola, que em pouco tempo deverá se tornar num importante Centro de Referência em Educação Profissional em Saúde, conta com estrutura de salas de aula, biblioteca, auditório, além de laboratórios de enfermagem, citologia, odontologia e de informática.
A secretária Helena Duailibe Ferreira enfatiza que a Escola representa um avanço na formação de recursos humanos condizentes com as necessidades técnicas e sociais da realidade do estado. De modo que agora o Maranhão faz parte da rede de 37 Escolas Técnicas que funcionam em todo o Brasil.
“O governador José Reinaldo sempre atento às questões da saúde e da melhoria dos serviços prestados, percebeu a necessidade desta Escola, realizando o sonho de todos nós que fazemos à saúde do Maranhão, disse a secretária, ao observar que Escola vai promover a capacitação e qualificação dos profissionais, que vão poder melhor servir a população”.
A secretária lembrou que o governo José Reinaldo Tavares tem se notabilizado por alcançar grandes avanços na área de saúde: o primeiro deles foi a Habilitação do Estado em Gestão Plena, uma vitória conquistada em 30 de novembro de 2004.
Recentemente foi aprovado pelo Conselho Estadual de Saúde e pela Comissão Intergestores Bipartite o Pacto de Gestão da Saúde, apresentado pela SES. “Não temos dúvida que no próximo dia 13 a proposta do Maranhão será aprovada também em Brasília, pelo Ministério da Saúde”.
ENTREVISTA HELENA DUAILIBE
O Governo do Estado entregou à população maranhense um Centro de Referência em Educação Profissional em Saúde – a Escola Técnica do SUS, um sonho de mais de 20 anos que agora se torna realidade. Nessa entrevista, a secretária Helena Duailibe Ferreira, fala da importância e do papel da Escola para a saúde do Maranhão.
PERGUNTA – O Governo do Estado inaugurou Escola Técnica do SUS. O que representa essa escola para a saúde do Maranhão?
HELENA DUAILIBE – A Escola Técnica do SUS se constitui no mais importante feito da área da saúde nos últimos 20 anos e tivemos a felicidade de ter um governador que compreendeu essa necessidade.
PERGUNTA – Qual a missão da Escola do SUS?
HELENA DUAILIBE – A Escola, na verdade, tem como missão a formação, a capacitação, a reciclagem de todo o pessoal de nível médio que possua qualquer vinculação com o Sistema Único de Saúde. Essa capacitação implica necessariamente, em duas importantes variáveis: o ensino/aprendizagem, em que se soma ao conteúdo pedagógico a prática do ensino. O exemplo disso é a aplicação correta de uma injeção, a execução de um curativo, a coleta de um material, o cuidado com um paciente, etc. A outra variável é que a Escola, por seu turno, também aprende com essas pessoas, que trazem do seu local de ação, de trabalho, tecnologia simples, que precisam também ser incorporadas.
PERGUNTA – Além dessa missão, que outro papel tem a Escola?
HELENA DUAILIBE – A Escola tem uma visão importante que é veicular uma ideologia. As pessoas que trabalham na rede de saúde são abnegadas, dedicadas, trabalham por amor à profissão. Em suma, a filosofia do SUS, que é balizada pelos princípios a universalidade do acesso, equidade no atendimento, integralidade da atenção e participação popular.
PERGUNTA – Como Centro de Referência em Educação Profissional em Saúde, a Escola formará que tipo de profissionais?
HELENA DUAILIBE – De forma inteiramente gratuita, vamos formar, nessa primeira etapa de cursos 16 mil agentes de saúde pública, 442 técnicos de higiene bucal e 500 técnicos de enfermagem, além de outras categorias de trabalhadores que fazem a saúde em todo o estado. Para atender a essa demanda, a Escola se estruturou em um prédio histórico, dotado de salas de aula, biblioteca, auditório e laboratórios de enfermagem, citologia, odontologia e de informática.
PERGUNTA – Por que o nome da Escola se chama Dra. Maria Nazareth Ramos de Neiva?
HELENA DUAILIBE – Com certeza, o nome da professora Nazareth Neiva dignifica a Escola. Nazareth foi uma médica pediátrica humanista, com uma vida dedicada às crianças no Hospital Infantil, além de professora de uma geração de médicos formados pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Não conheci nenhuma mãe pobre que solicitasse os seus serviços e não recebesse o pronto atendimento. Estou muito feliz pela oportunidade de prestar essa homenagem póstuma à Dra. Nazareth.