Ao menos cinco governadores eleitos no país tiveram suas contas rejeitadas em uma análise preliminar feita pelos técnicos dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). São eles os reeleitos Blairo Maggi (PPS-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Wellington Dias (PT-PI) e os eleitos Ana Júlia Carepa (PT-PA) e Jaques Wagner (PT-BA).
A equipe técnica do TRE-MT diz que rejeitou as contas de Maggi porque o atual governador gastou R$ 100 mil sem declarar a origem do dinheiro.
Os técnicos também apontaram que “houve omissão de despesas com pessoal [funcionários de campanha] da ordem de R$ 195 mil”. Além disso, ele deixou de pagar 26 funcionários de campanha no mês de julho, afirmam os técnicos.
Segundo o TRE, Maggi também não apresentou o “diário de bordo” com anotações sobre o itinerário de suas viagens.
A prestação de contas do governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), também recebeu parecer contrário do Controle Interno do TRE-BA por apresentar “falhas que comprometem a regularidade, consistência e confiabilidade”.
Já a prestação do governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), foi rejeitada pela comissão, entre outros fatores, por ter recebido recursos de fontes vedadas pela legislação, como concessionárias de serviços públicos.
A petista Ana Júlia Carepa, eleita governadora do Pará, também teve as contas rejeitadas. O parecer conclusivo identificou despesas não declaradas e doações feitas por duas empresas concessionárias de serviços públicos.
Na Paraíba, o reeleito Cássio Cunha Lima (PSDB) também teve a prestação rejeitada em um primeiro momento em razão de haver recursos provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral.