O deputado Mauro Bezerra (PDT) disse, ontem, que a auditoria anunciada por Jackson Lago nas contas do Estado não deve ser vista de um ângulo revanchista, mas sob a perspectiva de esclarecer pontos nebulosos que pontificam o espectro da máquina pública. “É preciso esclarecer como a dívida do Maranhão chegou a esse patamar absurdo de R$ 6 bilhões em apenas uma década”. Em 1995, quando Roseana Sarney assumiu o primeiro mandato de governadora, o passivo do Estado estava ao redor de R$ 1,8 bilhão.
Para Mauro, o governo tem que explicar para a sociedade como essa dívida foi sendo construída ao longo dos anos. Ele próprio indicou um caminho: “Parte foi contraída para sanear empresas como a Cemar e o Banco do Estado do Maranhão (BEM), (este) depois vendido (ao Bradesco) por R$ 78 milhões”.
Bezerra esclareceu, no entanto, que o trabalho de levantamento da dívida não será feito por órgãos do Estado. “O governo vai contratar um empresa de auditoria e o relatório será encaminhado ao Ministério Público, para que examine e tome as providências que julgar necessárias”, explicou.
Numa análise genérica, Mauro Bezerra disse que a entrevista de Jackson Lago revelou, mais uma vez, um político maduro, consciente das suas responsabilidades. “O Jackson é um homem equilibrado, mostra que não haverá revanchismo e que pretende fazer um governo plural, onde todos tenham a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do Estado”.
Segundo Mauro, a entrevista revelou ainda um político de visão moderna sobre os problemas do Estado. “Quando o Jackson diz que vai investir na produção, isso não quer dizer que a ação do governo se limitará apenas à cultura da terra, mas também abrangerá o fortalecimento da malha viária do Estado”.
Nessa perspectiva, Mauro Bezerra disse que o futuro governo investirá forte na recuperação e ampliação das rodovias maranhenses. “Produzir é também fazer estradas para garantir o escoamento (das riquezas)”, ensina.