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Cartas ao Dr. Pêta
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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 7 de dezembro de 2006
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(drpeta@box.elo.com.br)

Caro Dr. Pêta;

O ano de 2006 foi marcante com inúmeros acontecimentos históricos para o povo do Maranhão. Não podemos esquecer o empréstimo do Banco Mundial (Prodim) conseguido graças ao empenho do governador José Reinaldo e de alguns senadores de outros Estados, já que os nossos têm outros interesses. Faz parte também da retrospectiva deste ano a vitória do Dr. Jackson Lago, que trouxe um novo brilho no olhar do povo maranhense. Um brilho de esperança. Porém, na contra-mão dos acontecimentos de nosso Estado, a cidade de Pinheiro viu mais uma vez o poder tirânico dominar a nossa pobre cultura, com gastos milionários em shows, obras sem utilidades, como a do mercado ‘Mané Tucura’, onde foram depositados cerca de 300 mil reais e inaugurado em setembro com a presença de um senador do Amapá, mas que três meses depois continua fechado. Além da feira do João Castelo, inaugurada e que também nunca funcionou. São milhares e milhares de reais mal administrados para atender interesses das empreiteiras, e não do povo, como o aterro sanitário, onde mais de 500 mil reais já foram jogados no lixo e só fizeram um barraquinho e uma cerca de arame farpado, da mesma forma, como aconteceu com o esgoto onde foi enterrado o sonho de melhoria dos pinheirenses.

A Câmara Municipal, que teria o dever legal de fiscalizar a administração municipal, podemos afirmar sem medo de errar que é a pior do Brasil, onde 90% dos edis de cabresto e rédeas curtas bebem na mesma tigela do prefeito e contemplam os desmandos administrativos, como troíras (apenas balançando a cabeça).

Mas a repugnação e o desprezo do povo já é visto naquela casa quando acontecem as sessões, e as galerias quase sempre estão vazias e o plenário se ressente de legítimos representantes do povo.

(Gustavo Urbano Lopes – Pinheiro – MA)

Prezado Dr. Pêta;

Viemos ocupar o espaço deste matinal para relatar um triste fato que vem ocorrendo na saúde de Rosário. Simplesmente os doentes que precisam ser socorridos têm que esperar outros pacientes para ser transportados. A única ambulância que existe parece mais um “carro de praça”. Recentemente um fato aconteceu com um jovem que precisou ser socorrido às pressas e foi salvo por um moto-taxista, após encontrar uma ambulância no município de Bacabeira MA para levá-lo até São Luís. Mas quando tem transporte no Sesp, único hospital público da cidade de Rosário, é sempre assim, nunca leva um doente; tem que ser de preferência quatro pacientes ao mesmo tempo. Por isso é mais fácil morrer mesmo do que ser transportado por ambulâncias que mais parecem uma “van” ou transporte alternativo que só leva se for com lotação. O que mais revolta a população é porque nem em São Luis os taxistas circulam com lotação! Apareceu um passageiro, eles logo saem em seu destino, e olha que são carros que rodam o dia todo e a gasolina sai do seu próprio bolso.

Jovens Vigilantes da Região do Munim.

Renato Waquim (e-mail: waquim@pop.com.br)

Luciane Calvet (e-mail: lucycalvet@yahoo.com.br)

Marcelo Serra Vilaça (e-mail: rosarionoticias_flogao@yahoo.com.br)

Arlan Cantanhede Rocha (e-mail: arlancr@hotmail.com)

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